Lewis Hamilton espera que os fãs continuem leais à F1, pese embora o facto de assistir ao desporto fique cada vez mais caro. O britânico lembrou as suas raízes humildes, dizendo que na altura em que começou a ver corridas não se pagava para isso, porque se fosse o contrário, não teria meios para o fazer.
“Quando penso em como cresci, por exemplo, vivíamos num apartamento de um quarto e não tínhamos dinheiro para a Sky. Por isso, compreendo as pessoas que não têm dinheiro para pagar a TV ou a Sky ou o que quer que seja. Mas o mundo de hoje é assim e não há muito que possamos fazer a esse respeito – penso que faz tudo parte do negócio. Cresci a ver as corridas ao vivo na televisão gratuita, o que atraiu muitos fãs. Lembro-me que em Espanha costumava haver quatro a seis milhões de pessoas a sintonizar todas as tardes às 14 horas. Isso era bastante impressionante.”
O piloto britânico lembrou que as redes sociais são o modo mais fácil de ligar os adeptos à F1 e que isso está a ser feito, abrindo o desporto a quem o quer consumir.
“Parece haver uma tendência que se tem de pagar pelo que se quer na televisão. Tem de pagar pela Netflix, tem de pagar por tudo o que quer ver. Portanto, isso é uma transição. O mundo mudou a esse respeito. Só espero que as pessoas continuem a ser leais ao desporto e a segui-lo nas redes sociais, porque os números nas redes sociais estão a aumentar maciçamente. Penso que a F1 e todos aqui estão a fazer um bom trabalho ao abrir o desporto aos adeptos e pessoalmente penso que há muito trabalho a fazer e que precisamos de continuar a trabalhar nessa direção para aproximar o desporto dos adeptos quando este só aparece na televisão no pay-per-view”.










