James Allison explicou um pouco do trabalho feito no chassis deste ano, o W12. O diretor técnico da Mercedes apontou as áreas de desenvolvimento mais trabalhadas pela equipa e disse abertamente o que está a ser escondido:
“Este parece um velho conhecido, pois muitos elementos vieram do ano passado. Temos a mesma monocoque do ano passado, mesma caixa de velocidade, a estrutura é semelhante à do ano passado. Mas se virmos de perto poderemos observar diferenças significativas.
Se virmos o trabalho feito nos flancos e na cobertura do motor, poderemos ver uma protuberância que esconde o trabalho feito no lado da unidade motriz para termos mais potencia este ano. Fizemos alterações aerodinâmicas que esperamos sejam bem sucedidas. O que não mostramos é o trabalho feito no fundo do carro, a área que foi mais afetada pelas mudanças de regulamentações. Há muito trabalho feito que estamos deliberadamente a esconder porque não queremos que as outras equipas testem estas soluções nos túneis de vento e ganhamos assim algumas semanas. Sabemos o que os nossos adversários fazem e para onde poderão olhar e não queremos que eles vejam já o nosso trabalho. “
Além do trabalho aerodinâmico foi feito um esforço para aumentar a vida útil das peças do carro:
“O trabalho foi feito na parte da aerodinâmica e na resiliência das peças. Com o novo limite orçamental tivemos de encontrar formas de fazer as peças durarem mais tempo e sermos assim mais eficientes.”
Quanto ao desafio de criar este carro no meio de uma pandemia, Allison afirmou que o processo não foi muito dificultado:
“Tomamos boas decisões durante a pandemia, como desporto pela forma como mantivemos a estrutura dos carros para este ano, numa fase em que as cadeias de fornecimento iriam sempre ser afetadas. Mas também temos sorte por termos esta infraestrutura e bom trabalho de IT que nos permitiu trabalhar em casa e na fábrica que nos permitiu continuar a trabalhar embora de uma forma muito diferente.”
Quanto às expectativas… o discurso repete-se. Entusiasmados mas cautelosos:
“Estamos entusiasmados mas ansiosos porque tanto mudou nas regulamentações ao nível de pormenores que retiraram tanto que temos sempre dúvidas se fizemos o suficiente para recuperar o que foi retirado e ninguém sabe.”











