A HAAS estreou-se na F1 em 2016 e ao cabo de uma temporada o balanço tem que ser considerado positivo. Guenther Steiner, lider da equipa no terreno, é de opinião que esta época é um bom ponto de partida para a próxima, mas admite que há demasiadas incógnitas. Efetivamente, depois de um ano em que a equipa aprendeu processos, agora, basicamente, tem que recomeçar tudo de novo a vários níveis e para uma equipa inexperiente, o pior que pode acontecer é uma a mudança de regras um ano depois da estreia: “Começámos bem cedo a desenvolver o carro de 2017 porque o segundo ano é sempre difícil, mas é preciso cuidado para não cometermos erros. E a maior dificuldade é não saber o que os outros estão a fazer, porque mesmo que nós estejamos a fazer um bom trabalho, pode nunca ser suficiente na comparação… Nós desenvolvemos o carro, e por exemplo, aumentamos em 5 ou 10 por cento o desempenho aerodinâmico, mas com este novo conjunto de regulamentos isso pode ser pouco. Todos estão no mesmo barco e ninguém sabe o que os outros estão a fazer” disse.
Época positiva
Poucos imaginariam que uma equipa estreante na F1 pudesse chegar a Melbourne e colocar o seu melhor piloto no sexto lugar, mas foi exatamente isso que sucedeu. Uma excelente jogada estratégica levou Romain Grosjean do 19º ao sexto posto, naquela que foi uma das melhores estreias de sempre duma equipa na F1. Mas foi fogo fátuo, que se apagou quase por completo na segunda metade da época, com a equipa apenas a somar mais um ponto nos EUA. Na fase inicial, enquanto muitas equipas andavam à procura do seu melhor, a Haas foi dançando entre os pingos da chuva, mas depois todos os seus problemas vieram ao cimo e o facto de não haver referências de anos anteriores piorou tudo, pois foi muito habitual ver os dois Haas completamente inguiáveis nas sextas-feiras, sendo fácil ver Romain Grosjean ou Esteban Gutiérrez fora de pista. Os problemas com os travões foram mais do que muitos, por exemplo em Singapura ambos bateram depois de falhas. Além disso, a qualidade do carro não era a melhor, o que é natural numa equipa nova.
Quanto aos pilotos, Grosjean fez uma boa época, mas depois de nove corridas, só voltou a obter mais um ponto depois de ter somado 28 nas anteriores. Ele bem se queixava, as suas mensagens rádio quase nunca eram agradáveis para a equipa, e o facto de ter terminado em 11º três vezes não ajudou. Quem também não ajudou foi Gutiérrez, que não somou um único ponto. Bem tentou, foi 11º cinco vezes, mas as suas prestações não foram boas em termos gerais, e não é por acaso que está sem carro para 2017. Pelo menos, casou-se. Quanto à equipa, o começo foi muito para lá das expetativas, mas depois é que foram elas. O equilíbrio do carro foi quase sempre muito pobre, especialmente em travagem e isso minou por completo a confiança dos pilotos…









