O tema do limite orçamental tem sido recorrentemente referido. As equipas sentem cada vez mais dificuldades em cumprir com o limite proposto, olhando à inflação e ao aumento dos preços provocados pela crise despoletada pela invasão russa à Ucrânia, numa altura em que o mundo tentava recuperar dos efeitos da pandemia. A Red Bull tem sido das equipa que mais tem falado sobre a necessidade do aumento do limite (afirmando que poderá haver equipas a faltar às últimas corridas), o que tem desagradado a maioria das equipas, especialmente as mais pequenas. Gunther Steiner, diretor da Haas, defende que o limite não deve ser alterado, que o problema da Red Bull deve ser resolvido pela Red Bull. No entanto, avançou com uma forma de compensar as equipas com o aumento dos preços:
“Não devemos agora alterar o limite orçamental e aumentá-lo, porque este limite é realmente bom para as corridas no meio do pelotão agora. E penso que se continuarmos com o limite máximo orçamental, e com estas regras, vai-nos aproximar ainda mais dos grandes. Quer dizer, todos temos de conseguir. Não tenho emprego se disser ao meu chefe que não consigo chegar ao fim da época, esse é o meu trabalho. Temos de o conseguir, porque se não se termina a época, no ano seguinte não se recebe dinheiro dos prémios. Penso que há nove equipas que estão muito felizes com isso e se a Red Bull tiver de faltar às corridas, não recebem dinheiro no próximo ano e podemos dividi-lo. Com certeza que a Ferrari ficará feliz se não vierem às últimas quatro corridas! Penso que a minha solução é fazer trabalhar de uma forma ou de outra, e penso que a maioria dos chefes de equipa têm as mesmas instruções”.
“Olhando para os custos de transporte, eu diria que este ano custa mais três milhões do que no ano passado. Aumentando o limite talvez três milhões para os custos de transporte, torna-se fácil de policiar porque tudo é feito pela FOM”, explicou ele. “Por isso não se pode dizer ‘Oh, gastei mais’ porque o FOM envia a conta. Tudo é muito transparente. E depois se no próximo ano, o custo do transporte descer novamente, é muito fácil de monitorizar e de controlar. Se voltar a baixar, esses três milhões voltam a desaparecer”.










