Não foi a primeira vez esta temporada que Lewis Hamilton terminou no segundo lugar da classificação, mas no Grande Prémio dos EUA o britânico e a Mercedes tiveram a melhor oportunidade para vencer esta temporada, que tem sido dominada pela Red Bull e Max Verstappen.
A estratégia, mesmo que tenha custado ao piloto perceber que em certos momentos a margem para os adversários era grande e tinha muito para recuperar, foi eficaz e poderia ter sido ainda mais, não fosse a espera para perceber se valia a pena apostar numa paragem apenas ou manter as duas. O ‘stint’ intermédio e o final, com diferentes compostos da Pirelli, foram ao ataque, o que denota um carro que ‘salvaguardava’ melhor os pneus do que, por exemplo, o McLaren MCL 60. Com pneus médios, na fase final, Hamilton estava muito rápido, se bem que nunca saberemos o que podia fazer Verstappen sem a questão dos travões. Lando Norris nada pôde fazer para discutir a segunda posição, tal foi o ritmo imposto pelo seu compatriota.
Internamente, Hamilton esteve sempre melhor do que George Russell, que nunca teve os mesmos argumentos do que o companheiro de equipa. Talvez as evoluções introduzidas, que parecem ter resultado muito bem no W14 – é sempre melhor esperar algumas corridas para ver o que realmente valem – podem não ajudar ao estilo de condução do mais jovem dos pilotos da equipa de Brackley. Russell explicou durante o fim de semana que não tinha justificação para o défice de ritmo comparativamente a Hamilton e na corrida não fez mais, mostrando, como aconteceu na Sprint, dificuldades para ultrapassar adversários.
Toto Wolff lamentou a oportunidade perdida no Circuito das Américas, mas com certeza está mais otimista para o que pode acontecer para o próximo ano, apesar de haver algumas coisas a limar entre os estrategas, que hoje foram preponderantes e tiveram um momento de dúvida, deixando em pista Hamilton a perder tempo para a concorrência.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA












