Foi a surpresa ainda antes do arranque para a volta de formação da corrida Sprint de ontem. Carlos Sainz era o único piloto que tinha pneus macios montados no monolugar para enfrentar as 19 voltas da prova de sábado no Circuito das Américas, mas a Ferrari considerava a hipótese que outros decidissem a utilização deste mesmo composto para a corrida de 100 km de sábado. “Ser o único na grelha de partida com pneus macios não dá muita confiança. Pensávamos que haveria mais carros com pneus macios”, admitiu Sainz após a corrida Sprint com o sexto posto conquistado no final das 19 voltas. “Valeu a pena no início, mas a certa altura parecia que ia ser muito difícil. A meio da corrida, quando Lando [Norris] e [Sergio] Pérez me ultrapassaram e George [Russell] atacou, pensei que ficaríamos mais trás”, explicou o espanhol, acrescentando que “acabamos com um sexto lugar que a certa altura não parecia possível”.
A decisão estratégica arriscada, que o piloto não disse se tinha partido dele próprio ou da equipa, “talvez” não tivesse valido a pena em termos de resultado, mas Sainz salienta que pelo menos “agora sabemos como o [composto] macio se comporta, podemos compará-lo com o médio”.
Comparativamente com Charles Leclerc, Sainz não esteve tão bem nas duas qualificações no Circuito das Américas, apontando a ondulação do traçado para essa diferença de tempo por volta entre ambos os carros da Ferrari. “O carro salta muito e, quando isso acontece, o Charles costuma aguentar um pouco melhor do que eu”, disse Sainz, concluindo que “não tenho muita confiança. Tenho a sensação de que o carro pode ficar danificado a qualquer momento e tenho que conduzir um pouco abaixo do limite, o que nunca é ideal em qualificação”.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA










