F1: Pilotos exigem soluções definitiva para limites de pista e penalizações mais severas
Os pilotos pedem uma solução a longo prazo para os limites de pista, depois da FIA ter novamente que responder ao elevado número de infrações cometidas no primeiro dia do Grande Prémio dos EUA, ao mesmo tempo que exigem penalizações mais duras para quem ganhar vantagem usando as escapatórias. Possivelmente, o que pretendem e já deram a entender nas reuniões com a FIA durante as provas, é coerência nas decisões para este tipo de situações, que como vimos na corrida Sprint, é muito diferente quando ocorre na primeira volta ou nas restantes.
Foram várias as infrações cometidas na sexta-feira, decidindo a FIA alterar a largura da linha branca, o limite definido para todas as pistas do calendário de 2023 da Fórmula 1, em três curvas do Circuito das Américas onde os exageros aconteceram com mais frequência. O resultado imediato foram menos episódios durante a Sprint Shootout: 69 voltas foram sinalizadas como excesso de limites de pista durante o treino livre, enquanto foram apagadas 17 voltas na corrida Sprint de ontem.
No entanto, não é com soluções tomadas durante as provas que os pilotos se querem reger. Exigem uma solução definitiva.
“Trata-se de uma pista com várias curvas em que, se formos por fora, ganhamos vantagem, e toda a gente está a forçar o limite. Por isso, tem de haver um limite rigoroso, quer seja uma faixa de gravilha, quer seja um corretor alto”, explicou Valtteri Bottas, citado pelo Motorsport.com, admitindo que tem sido um tema muito debatido no briefing de pilotos com a FIA. “Tem de haver um limite rigoroso”.
Pierre Gasly pediu uma solução “a longo prazo”, porque, diz o piloto francês foi sempre um problema. Gasly salienta que “estamos todos a trabalhar nisso, a tentar melhorar para o próximo ano”, esclarecendo que a decisão da FIA em ser um pouco mais flexível em Austin “foi bom porque, em vez de tornarem a pista mais estreita, tornaram-na mais larga para que se possa ter mais velocidade e um pouco mais de liberdade e é mais agradável de conduzir”.
Mais pessimista quanto à FIA aceder aos pedidos dos pilotos é Sergio Pérez, dando ainda conta que “não conseguimos encontrar qualquer coerência” nas decisões da entidade federativa quanto aos excessos cometidos pelos pilotos. “Vi algumas vezes situações em que os pilotos deviam ser punidos e não o foram”, disse o piloto mexicano.
Uma posição muito parecida com a de Pérez, tem Lando Norris. O piloto britânico não considera que as penalizações com a adição de tempo aos infratores seja suficientemente desencorajador para terminar com as ultrapassagens fora de pista, afirmando mesmo que são os próprios pilotos que têm tentado convencer a FIA sobre este facto e a tomar uma atitude mais severa, sem que isso tenha ainda mudado. “Estas coisas são abordadas tantas vezes nos briefings dos pilotos”, disse o piloto da McLaren. “É um ponto que mencionamos todas as vezes e é um ponto que o próprio George [Russell] mencionou em Barcelona, onde, com o facto de se poder comprometer com a linha exterior na curva 1, e apenas exagerando [na trajetória], se pode passar por dois carros”. Norris explicou ainda que “tenho quase a certeza de que chegamos à conclusão de que as pessoas vão fazê-lo de propósito. Discutimos exatamente isto. E discutimos que se pode fazer isso facilmente. Se formos mais rápidos, podemos ultrapassar alguém e ficar facilmente a cinco segundos de distância. Como no Mónaco, por exemplo, se cortarmos a chicane”.
Lando Norris explicou que a FIA abriu o precedente quando não obriga à devolução da posição por parte do piloto infrator, quando ultrapassa fora de pista, afirmando que “mais uma vez, há um pouco de falta de coerência, o que me surpreende um pouco. Havia uma linha de orientação bastante clara sobre o que se iria fazer quando tal acontecesse”.
O britânico considera ser importante que seja obrigatório a devolução imediata da posição quando é conseguida de forma ilegal, como usar as escapatórias para ajudar ao sucesso da manobra, pedindo, no geral, penalizações mais severas.
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alvesba22020_gmail_com
22 Outubro, 2023 at 16:02
Fazem sentido os argumentos dos pilotos quanto às penalizações. Quanto à dureza da penalização, seria simples. No quesito de ganho de posição, ultrapassando os limites da pista, a penalização deveria ser devolução do lugar de imediato ao piloto prejudicado. O não cumprimento, implicaria sanção de 5 seg… Por volta. Se só devolve a posição ao fim de 3 voltas, por exemplo, seriam 15 seg de penalização.
No quesito de ultrapassagem dos limites de pista, penalização de 5 seg nos moldes atuais, apenas e só se daí houver ganhos evidentes. É ridículo que em corridas com pista molhada ou mesmo seca, um piloto que perca o carro e saia de pista, ainda corra o risco de ganhar 5 seg de penalização.
Já agora, ontem, na corrida de sprint, o Hamilton passou por fora o Leclerc e nada aconteceu…
Nuno Fernandes
22 Outubro, 2023 at 16:18
Ainda bem que alguém reparou!
É incrível como se pode decidir uma posição e anular totalmente a vantagem de posição no grid dessa forma. Esse “artista” é useiro e vezeiro.
Pity
22 Outubro, 2023 at 16:24
Se puserem penalizações mais severas, dentro de um ano ou dois, os pilotos virão queixar-se que as penalizações são muito duras… 😀
Eles têm razão nas queixas, mas é diferente ultrapassar por fora da pista, do que exceder os limites de pista, pelo que a ultrapassagem deveria ter uma penalização maior.
alvesba22020_gmail_com
22 Outubro, 2023 at 16:37
Talvez. Mas uma penalização maior nas ultrapassagens iria impactar demasiado a corrida e isso seria também injusto. No final do dia há carros mais performantes que outros. Agora ser obrigado a devolver a posição, obriga a recomeçar tudo de novo. Não cumprimento, implica o afundamento na classificação.
Já agora, algo que acho que deveria ser implementado também. O custo das reparações, nos casos de despiste e consequentes danos no carro por culpa de terceiros, não deveriam sair do orçamento da equipa. Já não basta o piloto e equipa serem prejudicados com possíveis pontos perdidos, como ainda vêm a evolução do carro prejudicada, porque o dinheiro é gasto em material/peças de substituição para a reparação.
Pity
22 Outubro, 2023 at 17:36
A questão das reparações faz sentido, mas quem é que ia pagar? Entrando em modo ironia: seria uma boa aplicação para os milhões que a FIA quer sacar aos pilotos.
Quanto à devolução de posição, os pilotos sabem que, se ultrapassarem por fora da pista, têm de devolver a posição, só não o fazem porque podem pagar a punição numa paragem nas boxes, mesmo em situação de safety car, e recuperarem esse tempo. Eu acho que essas penalizações deveriam, pura e simplesmente, ser acrescentado ao tempo final da corrida, como acontece nas sprint, onde não há pit stops.
alvesba22020_gmail_com
22 Outubro, 2023 at 19:51
Quem ia pagar? Das duas uma. Ou a equipa responsável ou a própria equipa que sofreu os estragos. Sendo que na 2a opção, como disse, a despesa não entraria para efeitos do teto orçamental, imposto pela FIA. Sei que as equipas menos abonadas terão mais dificuldades. Mas todas estas restrições também têm feito da F1 um desporto que tende a ter um vencedor quase garantido. Basta para isso que a sua equipa acerte na evolução do carro. É ver o passado recente. Mercedes, Mercedes Mercedes, Redbull Redbull Redbull…