A imposição e a fiscalização do limite orçamental seriam sempre grandes desafios, especialmente nos primeiros anos, algo que não espanta dada a astúcia das equipas de F1 em contornar as regras.
As estruturas maiores têm diversificado as suas áreas de ação desde a entrada em cena do limite orçamental com equipas como a Mercedes, Red Bull, McLaren a criarem ou investirem mais em departamentos chamados “applied engineering” que pretendem usar o conhecimento e os meios humanos disponíveis para utilizar o conhecimento adquirido na F1. Mas o contrário (usar pessoal e conhecimento vindos desses departamentos para desenvolvimentos na F1) também pode ser verdade e levantaram-se suspeitas que esses departamentos serviam para ganhar vantagem competitiva.
A diretiva técnica 45 agora lançada nota que a Propriedade Intelectual obtida de projetos que decorrem fora das suas operações de F1 deve ser abrangida pelo limite de custos e não pode provir de fontes livres dentro da mesma empresa. Os conhecimentos adquiridos nas operações de F1 podem ainda ser transmitidos a estas empresas aplicadas. Esta mudança foi noticiada pela La Gazzetta dello Sport e vem fechar uma brecha que era clara para muitos, mas que demorou muito tempo a ser reconhecida.










