O Grande Prémio da China, segunda prova do calendário de Fórmula 1 e disputado apenas uma semana após a corrida inaugural na Austrália, poderá revelar com maior clareza o verdadeiro equilíbrio competitivo entre as equipas. Particular atenção estará centrada no duelo entre Mercedes e Ferrari, depois da vantagem demonstrada pela formação alemã em Melbourne.
Neste contexto, o fim de semana em Xangai desperta particular interesse para perceber se a Ferrari conseguirá reduzir a diferença para a Mercedes. Após a corrida em Melbourne, o chefe de equipa da Ferrari, Frédéric Vasseur, revelou que o monolugar receberá atualizações aerodinâmicas já na prova chinesa.
Essa informação alimentou rumores no paddock sobre a possível estreia de uma nova asa traseira rotativa, conhecida como a asa “macarena”. O conceito caracteriza-se por um flap com rotação de cerca de 270 graus, concebido para reduzir significativamente o arrasto aerodinâmico nas retas.
Testes preliminares realizados durante a pré-temporada mostraram que esta solução pode aumentar de forma considerável a velocidade máxima. Em Sakhir, estimava-se um ganho entre 5 e 8 km/h no final das retas — uma vantagem potencialmente relevante num circuito como o de Xangai, que possui uma reta com mais de 1,2 quilómetros antes da travagem para a curva 14.
Fontes indicam que as novas peças aerodinâmicas seguiram para a China transportadas diretamente por engenheiros da Ferrari após terem sido preparadas em Maranello. O objetivo da equipa italiana é maximizar o desempenho já neste fim de semana com formato Sprint.
A estratégia da Ferrari passa por pressionar desde cedo a Mercedes e evitar que a equipa de Brackley consolide uma vantagem mais significativa no campeonato. Ao mesmo tempo, as atualizações pretendem também ajudar a compensar o aparente benefício da Mercedes na gestão da energia da unidade motriz.











