Johnny Herbert considera que a Mercedes surge como principal candidata no arranque do novo ciclo técnico da Fórmula 1 em 2026, embora sublinhe que a Red Bull e a Ferrari não devem ser descartadas. O antigo piloto britânico baseia a sua perceção nos primeiros indicadores dos testes e na experiência histórica da Mercedes em períodos de mudança regulamentar.
A equipa alemã entra na nova era das unidades motrizes com excelentes indicações. No recente shakedown de Barcelona, completou mais de 500 voltas — o maior total entre as equipas — reforçando a ideia de preparação sólida. A Ferrari também deixou boas indicações, com a melhor volta assinada por Lewis Hamilton e o segundo maior número de voltas acumuladas, além de ter previsto introduzir novas peças logo nos primeiros testes do Bahrein. Já a Red Bull despertou atenção no paddock com a sua nova unidade motriz.
Ainda assim, subsistem interrogações em ambas as estruturas: a Red Bull enfrenta o desafio de construir as suas unidades motrizes para a dupla formada por Max Verstappen e Isack Hadjar, enquanto a Ferrari precisa de transformar bons indicadores de teste em competitividade real em corrida e qualificação, algo que nem sempre conseguiu em épocas recentes.
Em entrevista ao RacingNews365, Johnny Herbert afirmou:
“Penso que ainda é demasiado cedo para dizer onde todos estão. Algumas equipas estão a passar por problemas que vão ter de resolver. Como sempre, só saberemos realmente quando chegarmos à primeira corrida. Há sempre um pouco de desconhecido. Os rumores têm sido de que é novamente a Mercedes [a destacar-se], porque estão a dar voltas e mais voltas. Mas a Red Bull também esteve muito forte, por isso não sabemos. Vai depender de como a Red Bull se adapta à unidade motriz e de como a Ferrari consegue, potencialmente, colocar-se numa posição para voltar a ganhar. Nos últimos anos, especialmente no ano passado, a Ferrari foi a segunda mais rápida nos testes e depois isso não se traduziu durante a época. Os testes são sempre difíceis de interpretar, mas a minha sensação é que a Mercedes continua a parecer forte.”











