Daniel Ricciardo substituiu Carlos Sainz na McLaren no final de 2020, mas a primeira época do piloto australiano na equipa de Woking ficou marcada por um desempenho aquém do esperado, mesmo com a vitória conquistada no GP de Itália.
O próprio piloto, em entrevista ao Auto Motor und Sport, afirmou que a primeira metade da época foi frustrante, até porque “gosto do ambiente e tenho um bom relacionamento com a equipa. Tudo além do cronómetro era muito bom, mas obviamente não lhes estava a dar o que queria. Isso foi difícil”. Ricciardo disse que se sentiu acarinhado por todos na equipa, numa altura em que não tinha o apoio presencial da família (devido à pandemia) e quando mais precisava. “Houve muito apoio na McLaren, especialmente na primeira metade da temporada. Eles não tentaram deitar-me abaixo, tentaram levantar-me. Não estou a dizer que quero estar sempre a ser abraçado. Mas acho que a maneira de lidarem com isso, levando as coisas para a frente e não me sobrecarregando, foi muito bom e eu aprecio isso. Sinto o carinho na equipa. É como uma família.”
Por sentir isso e por ter vencido a corrida italiana no ano de estreia na McLaren, Ricciardo não está a pensar em trocar de equipa, não significando que não possa acontecer, em breve, fazendo juras de amor à estrutura liderada por Zak Brown. “Posso dizer que gosto muito de fazer parte desta empresa, parte da família McLaren. A razão pela qual eu não estou remotamente a pensar noutra equipa ou a pensar mais além no meu futuro, é porque ganhei naquele que talvez tenha sido o ano mais difícil da minha carreira. Por isso, o meu pensamento é: se eu venci num ano como este, o que é que isso diz sobre o futuro? Estou definitivamente animado e quero estar aqui, possivelmente até ao final da minha carreira”.












