Christian Horner referiu que as novas regras evidenciam pragmatismo mas que agora vai ser preciso digerir e clarificar certas situações.
Os novos regulamentos pretendem dar a F1 uma nova cara, tornando-a mais competitiva, mais barata e menos complexa. Foi preciso que todas as equipas se entendessem, num processo que foi longo e algo penoso, mas que deu os resultados desejados. Agora, as equipas terão de aplicar as regras, o que implica muitas mudanças para as grandes estruturas:
“Acho que houve muito pragmatismo na tomada de decisões”, disse Horner ao Sky Sports F1 Show. “Acho que as grandes equipas mudaram muito para acomodar as mudanças e reagir à pandemia e às mudanças no mundo. Isso é doloroso para as equipas maiores e envolverá, obviamente, a remodelação das equipas. Agora temos um conjunto de regulamentos que eu acho bom. Podemos começar a digeri-los e ver que efeito isso terá sobre a equipa para 2021 e além, mas acho que, para o desporto, é uma coisa saudável.”
A Ferrari já deixou no ar que, para manter a estrutura atual e não colocar muitas pessoas na rua, poderá apostar noutras categorias, sendo o WEC e a Indycar apontadas como opções. A Mercedes atravessa uma fase de indefinição com os rumores da venda da equipa, mas também tem uma estrutura demasiado pesada para um orçamento que passará as ser menos de metade do que gasta atualmente. Na Red Bull a mesma questão surge… o que fazer com uma estrutura que está habituada a gastar acima de 200 milhões? Despedir? Apostar noutras formas de competição? Seria interessante ver a Red Bull a colocar toda a sua qualidade, experiência e recursos noutro tipo de competição. Quem sabe, estas regras permitirão que equipas de F1 olhem para o desporto motorizado de uma forma mais global, como tem tentado fazer a McLaren, apostando noutras formas de competição. O momento não é o melhor e esta crise poderá impedir que tal aconteça, mas é um cenário que pode vir a fazer sentido.











