A caminhada até ao topo é feita de altos e baixos e se desde 2018 que a McLaren tem vindo a evoluir e a mostrar cada vez mais, este ano marcou passo. Em 2017 a McLaren foi nona classificada, em 2020 foi terceira e em 2021 quarta. Havia muita expetativa quanto ao que a McLaren poderia fazer este ano, com uma estrutura sólida e estável, uma boa dupla de pilotos e um ímpeto interessante. O primeiro teste do ano deu a ilusão de que poderíamos ter a McLaren na luta por vitórias. Foi apenas isso. A equipa deparou-se com problemas graves nos travões do MCL36 e isso comprometeu o esforço de desenvolvimento da equipa e a performance ao longo da primeira metade da época.
Na verdade, a McLaren raramente se apresentou como a quarta equipa mais rápida da grelha e a luta com a Alpine foi-se mantendo interessante graças à falta de fiabilidade dos franceses. A McLaren não teve um bom ano, provavelmente o pior desde a reestruturação de Zak Brown. O carro não deu o que se esperava (a equipa terá exagerado nos cortes de pessoal técnico e faltou mão de obra para resolver problemas) e se Lando Norris esteve muito bem, Daniel Ricciardo custou muitos pontos. O que valeu à McLaren? A solidez da sua estrutura e o excelente desempenho da equipa, quer na estratégia, quer nas paragens assim como na resolução de problemas. A McLaren apresentou argumentos de equipa grande, com um carro que nunca lhe deu possibilidades de lutar por muito, Valeu o inesperado pódio em Imola. A equipa prepara o futuro com um novo túnel de vento e simulador, mas este ano foi uma lição dura para a equipa.
McLaren: Nota 6 ( de 0 a 10)
Ponto Forte – Trabalho de equipa, união e solidez da estrutura diretiva.
Ponto Fraco – O MCL36, um carro que raramente foi competitivo










