Gabriel Bortoleto terminou o Grande Prémio de Espanha fora dos pontos, em 13.º, e deixou críticas às reduzidas oportunidades de ultrapassagem em Madring. O piloto da Audi considerou que a corrida ficou condicionada pelo Virtual Safety Car e lamentou não ter encontrado condições para recuperar posições em pista.
O brasileiro começou com pneus duros e viu a estratégia ser afetada pelo VSC causado pela saída de pista de Lance Stroll. Sem poder parar no momento que lhe seria mais favorável e sem novas neutralizações até ao final, Bortoleto ficou dependente de uma bandeira vermelha ou de outro período de Safety Car para alterar o seu cenário, algo que não aconteceu.
Questionado sobre a falta de ação ao volante, Bortoleto respondeu com ironia: “Sim, eu também quase adormeci. A corrida acabou por ser definida pelo Virtual Safety Car, porque não podíamos parar com o composto duro e tivemos simplesmente de aceitar o que aconteceu”, explicou. “Pelas nossas contas, o VSC faz ganhar ou perder cerca de 11 segundos. Depois disso, não houve mais Safety Car, Virtual Safety Car ou bandeiras vermelhas. Eu e o Pierre estávamos à espera, talvez, de uma bandeira vermelha, para a sorte estar do nosso lado e podermos trocar pneus, mas isso não aconteceu.”
Bortoleto foi ainda mais direto na avaliação ao desenho do circuito de Madrid, defendendo que os pilotos deveriam ser ouvidos antes da homologação de novos traçados. Para o brasileiro, o Madring apresenta elementos positivos, mas falha no aspeto essencial de proporcionar competição em pista.
“Seria bom se tivéssemos pelo menos um sítio para ultrapassar, mas infelizmente não foi assim que desenharam isto”, afirmou. “Há partes boas e partes más nesta pista, mas, certamente, do ponto de vista das corridas, é terrível. Acho que seria bom que os novos circuitos chegassem aos pilotos e que pudéssemos dar algumas opiniões, porque sabemos que, em tipos de pista como esta, as ultrapassagens vão ser muito difíceis. Talvez no futuro.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









