Os graves problemas que a Williams teve nos testes com o sobreaquecimento dos travões traseiros não auguram nada de bom, mas se for um problema facilmente resolúvel, que ainda assim custou um dia de testes à equipa, o carro pareceu equilibrado em pista. Vamos ver é se Alex albon cobre bem o efeito da saída de George Russell.
Reestruturação é uma palavra muito usada para caracterizar o momento atual de algumas equipas mas, na verdade, temos visto uma espécie de reorganização geral, para enfrentar esta nova era. A Williams vem de um ano positivo, depois da travessia do deserto (mais uma) que enfrentou no fim do reinado da família Williams, que deu as chaves da sua casa a Dorilton.
Desde então o grupo de investidores tem apostado em melhorar as condições da equipa, com a chefia entregue ao experiente Jost Capito, que na época passada tratou de colocar homens da sua confiança em lugares chave. Ainda é cedo para avaliar o trabalho do alemão, mas pode não ser coincidência o sinal positivo que a Williams deu no ano passado, voltando aos pontos e aos pódios (embora de forma muito peculiar).
Sabendo que há ainda muito trabalho pela frente, o que se pede e se espera da equipa este ano é manter a trajetória positiva. Este ano deixa de contar com o talento de George Russell que foi fundamental na caminhada feita no ano passado. No entanto, com as pessoas já nas posições certas, a equipa pode começar a olear a engrenagem e continuar o bom trabalho, sem necessitar de um grande talento. A dupla de pilotos é interessante para esta fase da equipa (um piloto com experiência seria uma boa alternativa, mas a equipa foi pela via mais arrojada). Se a Williams se conseguir aproximar do top 5 seria um grande passo para uma equipa que tem ainda muito a crescer, mas que tem certamente potencial para ser bem sucedida.










