Alain Prost defende que a F1 não deve ter demasiadas corridas e que o limite deveria ser de 20 por ano. Com a Liberty a querer chegar às 25, o francês considera que esse número é exagerado.
A sustentabilidade do desporto e o bem estar de quem trabalha na F1 está em cima da mesa quando se fala da redução do número de corridas. Não se pode ter bom espetáculo se os intervenientes não estão na melhor forma e Prost considera que mais de 20 corridas exige um esforço pouco saudável:
17“Penso que a razão para mais corridas é obviamente para conseguir mais dinheiro. É sempre uma questão de compromisso. Perdemos alguns grandes patrocinadores, quando eu estava lá tínhamos os cigarros, o álcool, por isso perdemos esta grande quantia de dinheiro. Precisamos de obter algum rendimento, por isso foi essa a razão. Aumentar o número de corridas não é de todo estúpido, mas há sempre um limite. Temos de compreender que algumas pessoas nas equipas de topo estão lá há muito tempo. Elas querem passar mais tempo com a sua família. Viajando muito, isso é muito difícil. Não sou realmente a favor de tantas corridas. Temos de ter cuidado para não termos demasiadas. Eu diria talvez vinte corridas? Vinte e uma corridas no máximo, mas eu voltaria aos testes durante o ano. Eu faria regulamentos diferentes para ter equipas de teste, porque é fácil fazer isso. A vantagem de testar é que se pode testar as coisas na pista e treinam-se os pilotos. Pode-se usar jovens pilotos para poderem ver exatamente o que têm, pode-se convidar patrocinadores para os testes”, disse Prost.












