Alain Prost diz não estar surpreendido por Fernando Alonso precisar de tempo para se sentir confortável num F1, no regresso a esta competição. Prost, que também esteve de fora e regressou à F1, deu como exemplo a sua experiência e acrescenta, que o acidente de bicicleta do espanhol pouco antes da época começar, também pode ainda prejudica-lo na adaptação.
“Não me surpreende que ele precise de tempo. Demora tempo. O simulador é bom, mas é dentro do carro [onde é preciso ficar confortável]. E a condição física, aquilo a que chamamos mais a fisiologia, o estômago, o corpo inteiro, a visão, a cabeça – e não se esqueça que ele também teve o acidente de bicicleta e que não se sabe o efeito que pode ter tido, por isso fiquei um pouco preocupado. Ele está cada vez melhor. Mas ainda não está completamente no topo, na minha opinião. Ele sabe disso e esperamos que seja no Grande Prémio de França, que é uma pista diferente, um circuito mais amplo que ele conhece bem. Assim veremos, mas não me surpreende que demore um pouco de tempo”.
O francês da Alpine, deixou o testemunho da sua experiência aquando do seu regresso à F1, num teste em Portugal.
“Quando voltei a Portugal, perguntei-me porque voltei. Isso foi um choque físico, mental. Eu estava realmente, realmente em forma… incrivelmente em forma – eu tinha 5% [de gordura] no meu corpo. Mas quando cheguei a Setembro, com uma condição realmente em forma para [testar] o Fórmula 1, senti-me completamente perdido. Isso significa que tudo o que se faz fora [do carro] é importante, mas não é tão importante como todo o trabalho dentro de um Fórmula 1, todos os músculos que se está a treinar, são músculos diferentes, toda a fisiologia, a visão e tudo, não se pode treinar isso fora”.










