Seria uma dupla inusitada, mas esteve muito perto de acontecer. Alain Prost admitiu que recebeu propostas da Ferrari para ser colega de equipa de Michael Schumacher.
Entrevistado por Tom Clarkson para o podcast F1 Beyond the Grid, Alain Prost relembrou a última fase da sua carreira e recordou alguns convites que recebeu após a sua última corrida no Grande Circo:
“Depois de me reformar, tive ofertas para regressar à F1”, disse Prost. “Com a McLaren e o motor Peugeot, um projeto com muito dinheiro, mas eu disse ‘não’. Algumas épocas mais tarde, surgiu novamente uma oportunidade com a McLaren, e mesmo com a Ferrari”, revela ele. “Na altura em que o Michael [Schumacher] estava na equipa, eu falei com Jean [Todt].
“Eu disse-lhe que ‘se eu vier, temos de ser muito claros que serei o número dois’. O meu trabalho será ajudar a equipa e o Michael a ganhar o campeonato”, continuou ele. “Uma posição clara, sem jogos políticos ou lidar com uma situação mediática, etc.. Michael é o número um, e eu estou aqui para ajudar como número dois. A ideia era aceitar um novo desafio, fazer parte do sucesso da Ferrari, mas voltar a colocar o fator humano no centro”, diz ele. “Eu teria estado na Ferrari para ajudar Jean e Michael com uma posição bem definida. Também porque eu não teria sido capaz de competir com o Michael após dois ou três anos fora de pistas. Poderia ter sido uma possibilidade, reconhecidamente um pouco louca, mas não aconteceu”, conclui ele.











