Alain Prost terá, com uma boa dose de probabilidade, muito rapidamente a companhia de Max Verstappen no livro de recordes da Fórmula 1 no que ao número de títulos diz respeito, quatro.
Tendo assegurado o tri há bem pouco tempo, ainda o fim da época vai longe, Max Verstappen tem tudo para repetir o feito para o ano, com mais ou menor dificuldade, isso logo se vê, pois como Alain Prost bem lembra, nos próximos dois anos os regulamentos da F1 não mudarão o que significa que Max Verstappen manterá a mesma força, mesmo que a concorrência trabalhe um pouco melhor e se aproxime.
Prost é de opinião que os rivais de Max Verstappen se devem preparar para mais um ano de domínio da Red Bull. Em declarações ao L’Equipe, Prost diz esperar que o neerlandês eclipse todos os seus feitos na F1, porque Verstappen ainda não está no seu topo e ainda está a melhorar: “Quando ele bateu (Lewis) Hamilton isso deu-lhe confiança nas suas capacidades. Esse primeiro título tornou-o mais forte, depois do qual Max ficou muito mais calmo, enquanto o seu desejo de alcançar permaneceu o mesmo”, disse o Prost que garante ser um mau sinal para os seus adversários.
Só em 2026 os adversários têm uma oportunidade de mudar o ‘xadrez’ com as novas regras e com a Red Bull a ligar-se à Ford nos motores, o que será novo para eles e com isso podem ter algumas dificuldades.
Prost diz ainda que, quando corria, a única coisa que queria era ter carro para poder lutar por vitórias e títulos e é de opinião que com Verstappen é a mesma coisa: “o verstappen não corre pelos recordes, mas manter-se-á motivado não porque queira ganhar sete títulos como Michael Schumacher ou Lewis Hamilton, mas porque sabe que todos os fins-de-semana pode lutar pelas vitórias. Isso é tudo o que ele precisa para permanecer na F1 talvez para além do seu contrato de 2028: Ele não tem muitos passatempos, e foi ‘feito’ para correr e vencer. É um pouco diferente de Hamilton, ou mesmo de Ayrton (Senna), que tinha muitas outras coisas para fazer na vida. Será um pouco um ponto de interrogação para o futuro do Max, mas nos próximos dois anos, de qualquer forma, dado que as regras não estão a mudar, não vejo muitos problemas para ele. Depois pergunto-me como será a Red Bull sem Verstappen, mas isso é outra história”, disse Prost ao L’Equipe.










