Max Verstappen perdeu uma vitória mais do que certa no GP do Brasil de F1, na sequência do incidente que protagonizou com Esteban Ocon. Isto é um facto. Mas depois de muitas vezes ter sido ele o ‘bad boy’, desta feita esse epíteto pertence totalmente ao francês.
Esta não é a primeira vez e não há-de ser a última que existe um incidente em que um concorrente atrasado ‘acaba’ com a corrida do líder.
Lembram-se de Eliseo Salazar, quando em 1982 em Hockenheim, fechou Nelson Piquet, e o levou ao abandono? Ou quando Ayrton Senna foi posto fora por J. L. Schlesser em Monza 1988? Até o pai de Verstappen já fez o mesmo a Montoya, curiosamente também no Brasil, em 2001. São coisas que acontecem, os pilotos de F1 são humanos de erram.
O que esteve errado nesta situação deste GP do Brasil, e deixo claro saber perfeitamente que Ocon tem o direito de se tentar desdobrar, o que não pode acontecer é fazê-lo da forma que fez, como se estivesse a lutar por uma posição na corrida. Não! Um era primeiro, outro estava uma volta atrás. É bem diferente. Haja bom senso.
Mas há outra coisa que pode ter tido influência. Em primeiro lugar, Ocon está frustrado com o facto de, quase de certeza, não ter lugar na F1 em 2019. Por outro, quem conhece a história dos dois pilotos, Verstappen e Ocon, recorda-se do que aconteceu na Fórmula 3. Se acham que no Brasil fez faísca, haviam de ver corridas dos dois jovens lobos na F3. Não fazia apenas faísca, era muito para além disso. E esse ‘mau fígado’ entre os dois, voltou a ver-se entre os dois ‘putos’. Agora com carros para homens, passe a expressão e fique a ideia.
Qual é a conclusão que tiramos de tudo isto? Não é nada bom a ideia que pode haver pilotos na grelha que, agora com um Fórmula 1 na mão, recordam tempo idos. Por outro lado, ficámos também a saber, mais uma vez, que o processo de crescimento de Max Verstappen ainda não está completo, e bastou um pequena provocação – sejamos claros, foi o que fez Esteban Ocon – para o jovem holandês cair na esparrela.
Perdeu uma vitória, foi castigado depois de uns empurrões a Ocon, que, claro, só não se riu de orelha a orelha na cara de ‘Mad Max’ porque caía mal. Mas alguém esperava que o francês lhe pedisse desculpa? Eu não…
O que espero agora, é que daqui a uns anos os possamos estar a ver, se calhar um na Red Bull, outro na Mercedes, a lutarem por títulos. Espero também que as respetivas ‘cabeças’ cresçam tanto quanto o seu talento cresceu até aqui…











