Depois de ver os 10 episódios do Drive to Survive, aconselho vivamente, embora fique desde já um aviso. Os autores têm um pouco a tendência de contar a história que lhes dá mais jeito para o argumento, omitindo algumas questões importantes, que não serviam tão bem para o ‘filme’…
Por exemplo, na luta da Renault com a Haas, há quem fique que a sensação que ‘aquilo’ foi uma luta até à última curva, mas não foi. De resto, nota-se demais as ‘ausências’ da Mercedes e Ferrari, mas a Guenther Steiner compensa isso tudo…
É mesmo uma enorme pena que a Ferrari e a Mercedes se tenham colocado de lado neste projeto, pois, mais uma vez, fizeram sobressair a sua arrogância, ao invés de pensar do bom conjunto. Desta forma, ambas recusaram que a equipa da Netflix entrasse nas suas boxes e fábricas, mas ainda assim a série vale muito a pena.
Apesar daquele ser um mundo que nos parece muito distante, ficamos a perceber que aquelas pessoas fraquejam como o mais comum dos mortais, e ver os mecânicos da Haas depois de Melbourne, quando a equipa foi do céu (qualificação) ao inferno (corrida), depois de ambos os carros terem ficado parados em pista com as porcas das rodas mal apertadas, dá mesmo pena…
Não queremos aqui levantar a ponta do véu sobre muitos assuntos, mas esta é uma série com uma perspetiva bem interessante sobre a F1, não se coíbe, de colocar chefes a equipa a reagir a ‘quente’ face aos ‘feitos’ dos seu pilotos, a dar-lhes na cabeça. Enfim, veja que vale muito a pena…












