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A última vez que um GP de F1 não foi ganho por um Mercedes, Ferrari ou Red Bull…

José Luis Abreu by José Luis Abreu
17 Março, 2020
in Autosport Exclusivo, F1, FÓRMULA 1
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A última vez que um GP de F1 não foi ganho por um Mercedes, Ferrari ou Red Bull…

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A Lotus sempre foi uma das equipas mais brilhantes da Fórmula 1 e o seu fundador, Colin Chapman, o grande obreiro. As vicissitudes próprias da disciplina levaram ao seu fim, mas deixou muitas saudades. Vamos recordar dois pontos antagónicos do seu trajeto. Um alto e um baixo. O alto, sucedeu extamente há sete anos, naquela que foi a última vez que um Grande Prémio de Fórmula 1 não foi ganho por um Mercedes, Ferrari ou Red Bull…

Por José Luís abreu
Fotos Arquivo AutoSport

O Team Lotus, na sua versão original e histórica, chegou ao Grande Prémio de Itália de 1994, em Monza, em situação económica complicadíssima e a meio caminho para fechar as portas. Mas a Mugen Honda produziu um super-motor para a fase final da temporada, disponível só no carro de Johnny Herbert, e o inglês fez o que lhe competia e qualificou-se na quarta posição!
Como para a corrida a Lotus sabia ter menor desgaste de pneus do que os Ferrari, só os Williams pareciam poder dar-lhe luta – a Benetton estava sem Michael Schumacher, punido com duas corridas de suspensão por ter ignorado a bandeira negra em Silverstone – mas logo na primeira curva foi tudo por água abaixo. Como recorda Johnny Herbert: “Fiz um belo arranque, cheguei em terceiro lugar à travagem para a chicane e, de repente, o Irvine acertou-me em cheio e nem cheguei a virar o volante para
a esquerda….” Na época as corridas ainda eram paradas quando se davam incidentes deste género nas primeiras duas voltas, pelo que Herbert pôde arrancar para a prova com o carro de reserva, mas com o motor antigo, e até abandonar, nunca esteve nas primeiras posições.
Na frente Damon Hill não teve competição, ganhou tranquilo e aproximou-se do ausente Schumacher no Mundial, mas para a Lotus o resto da temporada foi um penoso arrastar que culminou com o fecho da escuderia no final da temporada.

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Década e meia depois, em 2009, a FIA abriu novamente o acesso à F1 para novas equipas e o governo da Malásia decidiu recriar a Lotus para promover a Proton, equipa que era detida conjuntamente pelo Governo da Malásia e por um consórcio de empresas, que incluía a Proton. Tony Fernandes foi nomeado para ser o homem do leme e Mike Gascoyne para Diretor Técnico. A equipa, de licença malaia, estava baseada em Norfolk, na Grã-Bretanha, e utilizava motores Cosworth. A Lotus contratou um duo sólido de veteranos, Jarno Trulli e Heikki Kovalainen, mas o Lotus T127 de 2010 não marcou um único ponto. Os melhores resultados foram um 12º lugar de Heikki Kovalainen e um 13º lugar para Jarno Trulli. A estrutura trocou para motores Renault em 2011, com o T128, e houve também alteração no nome da equipa.
Era Lotus F1 Racing em 2010, mas Tony Fernandes mudou o nome para Team Lotus, assumindo o mítico nome histórico, mas a Proton, proprietária da ‘Lotus Cars’ iniciou de imediato um processo legal para recuperar o nome Lotus e no meio desta enorme confusão de nomes e direitos, a Renault vendeu as suas últimas ações à Genii Capital e a equipa, patrocinada pela Lotus Cars, passa a chamar-se Lotus Renault GP. Assume as cores preto e dourada da Lotus dos anos 70, mas manteve o nome Renault. Apesar das mudanças, a temporada de 2011 foi igualmente má.
A meio de 2011 os tribunais confirmaram o direito de Tony Fernandes usar o nome Lotus, mas em dezembro, Fernandes anunciou que a sua equipa iria mudar novamente de nome, desta feita para Caterham F1 Team, permitindo que a Renault se tornasse oficialmente a equipa Lotus para 2012. É, portanto, o Team Lotus F1 que se segue nesta confusa sequência, o monolugar passa a ser denominado E20, e construído na fábrica de Enstone. A Lotus-Renault convence Kimi Räikkönen a regressar à F1 depois de dois anos no WRC e Romain Grosjean é também contratado.
Em 2012 a equipa faz quarto lugar no Mundial, com Kimi Räikkönen a vencer em Abu Dhabi. No início de 2013, na Austrália, Kimi Räikkönen obteve a 81ª vitória da história
da Lotus, e é essa que vamos recordar…

GP DA AUSTRÁLIA DE F1 2013: VITÓRIA CATEGÓRICA DE RÄIKKÖNEN
Numa corrida em que reinaram a incerteza e as inúmeras trocas de posição, Kimi Räikkönen fez uso da sua proverbial rapidez para, em momentos chave, se impor a Alonso e Vettel, e conquistar a sua 20ª vitória. A última vez que a Lotus tinha vencido um Grande Prémio de arranque de uma temporada foi em 1978, o GP da Argentina, então com Mário Andretti ao volante. Nesse ano, Kimi Räikkönen nem era nascido… Em Melbourne, o finlandês deu à Lotus a vitória da confirmação. De que a equipa de Enstone estava no caminho certo no que toca ao desenvolvimento do E21 e que todas as preocupações em redor da fiabilidade do novo monolugar preto e dourado não tinham razão de ser.


A performance da Lotus nos testes de pré-temporada mostrara que era preciso contar com ela na luta pelos lugares de destaque, mas subsistiam muitas dúvidas sobre qual seria o desempenho global da formação liderada por Eric Boullier num fim de semana de Grande Prémio, sobretudo num tão competitivo grupo da frente, onde Red Bull e Sebastian Vettel eram claramente favoritos, com a Ferrari a surgir logo atrás.
Apesar disso, e depois de se qualificar em sétimo a mais de 1,3 segundos da pole de Vettel, Räikkönen manteve-se no grupo da frente, lutando primeiro com Hamilton pelo quarto lugar para depois se instalar na liderança na volta 24, onde se manteria até à sua segunda paragem nas boxes, ficando claro nessa altura que a Lotus planeara uma estratégia de apenas dois pit stops para o finlandês.


O segredo para a vitória esteve no elevado ritmo que Kimi conseguiu impor sem infligir maus-tratos aos seus pneus, estendendo a vida-útil destes até à 34ª volta, antes da sua segunda paragem – da qual regressou à pista em quinto. O momento-chave da corrida dá-se quando o grupo líder formado por Alonso, Massa e Vettel procede à sua terceira paragem, deixando Sutil na cabeça da corrida. Quando o regressado alemão, numa demonstração de forma espetacular, fez a sua segunda paragem na volta 46, Räikkönen passou a líder, mas pressionado pelo espanhol da Ferrari que fazia tudo para definhar a desvantagem. Quando os pneus destes perderam o pico de aderência, o intervalo
manteve-se estável e, para que não houvesse dúvidas, o finlandês averbou o seu melhor tempo na volta 56, mostrando que tinha margem para suplantar qualquer surpresa que surgisse. Uma vitória categórica e sem contestação, com 12,4 segundos de diferença sobre Alonso, revelando rapidez e eficiência por parte do binómio Räikkönen/Lotus E21. Mas foi sol de pouca dura.


Kimi Räikkönen manteve um nível de performance muito elevado nas 17 provas do Mundial em que tomou parte, antes de cortar a sua ligação com a Lotus depois do G. P. de Abu Dhabi, por não lhe ter sido pago nem um dos 17.150.000 € que lhe eram devidos. Räikkönen começou o ano com um triunfo em Melbourne, obtido por ter conseguido trocar de pneus menos uma vez que os seus rivais e conseguiu mais três segundos lugares nas quatro provas seguintes, que o deixaram na luta pelo título. Maus resultados no Mónaco – por culpa de Pérez – e no Canadá atrasaram-no significativamente, mas foram o abandono em Spa e o 11º lugar em Monza que o deixaram definitivamente arredado da luta pelo Mundial.
Em dificuldades com os pneus que a Pirelli selecionou para a segunda metade da temporada, Räikkönen deixou de ser muito eficaz nas qualificações, mas o seu andamento em corrida esteve sempre ao nível a que nos tinha habituado. Como já se percebeu, ‘esta’ Lotus, estava também cheia de problemas. Räikkönen tinha um salário base de oito milhões de euros e recebia 50.000 euros por cada ponto conquistado. Antes de chegar a Abu Dhabi, o finlandês já tinha marcado 183 pontos, o que equivalia a um bónus de 9 milhões e 150 mil euros. Somados aos tais oito milhões de euros de salário base, chega-se aos 17 milhões e 150 mil euros que Räikkönen reclamava: “Quando não te pagam nem um euro, não gostas de ouvir que não és um bom elemento da equipa e que não tens os melhores interesses da equipa em consideração. A F1 também é negócio e, algumas vezes, este aspeto tem reflexos muito importantes no que se passa dentro e fora das pistas.” O finlandês ainda voou para Abu Dhabi, “porque encontrámos uma base de entendimento”, mas não participou nas últimas duas corridas da temporada, “porque quando te dizem muitas vezes a mesma coisa e não acontece nada, deixas de acreditar nas pessoas.” Foi substituído por Heikki Kovalainen. Os problemas foram-se avolumando e depois de ter sido quarta classificada do Mundial em 2012 e 2013, em 2014 a queda foi brutal, para o oitavo lugar, com Romain Grosjean e Pastor Maldonado a somarem apenas 10 pontos. As coisas melhoraram em termos desportivos um pouco em 2015, a equipa conseguiu o sexto lugar do Mundial com 78 pontos, mas em termos financeiros a situação agudizou-se muito e em dezembro de 2015 a Renault adquiriu novamente a equipa, regressando como construtor à Fórmula 1. Desde aí, desapareceu a Lotus, mas a Renault também tarda em ‘aparecer’…

José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

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