O Campeonato do Mundo de Ralis está de volta aos pisos de terra com o mítico Rali da Acrópole, a mítica prova grega conhecida pelas suas condições extremas e estradas implacáveis. Faltando apenas sete rondas para o desfecho da temporada de 2026, as equipas enfrentam um percurso competitivo de 320 quilómetros pontuado por rochas afiadas e calor que se espera intenso. Na Grécia, a batalha pela vitória promete ser tanto uma questão de velocidade pura como de resistência mecânica.
Hyundai desafia domínio da Toyota em solo grego
A formação da Hyundai chega a esta tirada moralizada pelo seu histórico recente em solo helénico, tendo vencido três das últimas cinco edições desde o regresso do evento ao calendário mundial em 2021. O construtor sul-coreano inicia agora uma sequência de sete ralis consecutivos em pisos de terra, a superfície onde o Hyundai i20N Rally1 se tem mostrado tradicionalmente mais competitivo.
Adrien Fourmaux e Thierry Neuville procuram relançar as suas aspirações ao título e travar o favoritismo da Toyota. Fourmaux, navegado por Alexandre Coria, assumiu-se como a principal referência da equipa esta época graças à sua regularidade, ocupando o sexto posto do campeonato. A alinhar no terceiro carro está o veterano Dani Sordo, que cumpre a sua 11ª participação na Acrópole, trazendo consigo a experiência de quatro pódios conquistados no passado.
Elfyn Evans lidera mas enfrenta a dura tarefa de “limpar” a estrada
O líder do campeonato, Elfyn Evans, chega à Grécia com uma vantagem de 20 pontos após uma exibição dominante no Japão. Contudo, o piloto do Toyota GR Yaris Rally1 terá pela frente o seu maior desafio da temporada: ser o primeiro a arrancar para a estrada, limpando a terra solta para os rivais que partem atrás.
A consistência tem sido um problema crónico para Evans na Grécia, registando problemas mecânicos em 2021 e 2022, além de um capotamento na edição de 2024. A grande incógnita reside na estratégia do britânico: atacar para alargar a liderança ou focar-se na limitação de danos face à desvantagem competitiva de abrir as pistas.
Na estrutura da Toyota alinham ainda, Sébastien Ogier: O eneacampeão mundial tenta reeditar o triunfo alcançado na Grécia há 15 anos, contando com a sua reconhecida capacidade de gestão de pneus em pisos degradados.
Takamoto Katsuta, que após demonstrar grande resiliência com a vitória no Rali Safari, o piloto japonês procura a redenção após o abandono prematuro na última ronda.
Juventude e estreias agitam o ‘line up’
A prova helénica fica também marcada pela estreia de Oliver Solberg na categoria rainha (Rally1) na prova grega. Depois de vencer a classe WRC2 na Grécia em 2025, o jovem sueco procura redimir-se do forte acidente sofrido no Japão, que lhe valeu críticas internas do colega de equipa Sébastien Ogier pela abordagem considerada de risco excessivo: “Esta manhã vi o risco que ele estava a assumir. É demasiado elevado.”
Outro jovem talento sob observação é Sami Pajari. O finlandês, consistente em pisos de terra, perfila-se como um candidato legítimo aos lugares do pódio e à sua primeira vitória absoluta no WRC. No lado da M-Sport Ford, Josh McErlean e John Armstrong tentam alcançar o primeiro “top 5” do ano, secundados pelo letão Mārtiņš Sesks, que faz a sua segunda aparição em viaturas Rally1.









