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Supercarros que nunca chegaram á produção: lembra-se de alguns?

José Manuel Costa by José Manuel Costa
14 Abril, 2020
in AUTO+
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Férias são férias e é tempo de exercitar as meninges e por isso o AUTOMAIS pergunta-lhe: lembra-se quais os supercarros que nunca chegaram à linha final de produção? Ainda foram alguns e as razões foram várias. Uns não chegaram a ver a luz do dia por dificuldades financeiras, outros foram liquidados devido a menoridade em termos de tecnologia ou de projeto, alguns por fazerem fraca figura em termos de estilo. Já se lembra de algum? Então veja a nossa lista de supercarros que nunca foram produzidos.

Chevrolet Aerovette (1969)

Esta foi a primeira tentativa forte para levar o motor da parte da frente para o centro do Corvette, perseguindo o sonho do pai do desportivo americano, Zora Arkus-Duntov. O motor não foi para lado nenhum e Duntoiv colocou um par de motores rotativos com 420 CV que tornavam o carro leve e potente. O Aerovette esbarrou na intransigência de John DeLorean, que colocou o carro na prateleira, recuperando-o um ano depois, 1970, para tentar responder ao De Tomaso pantera, apoiado pela Ford. A força do preconceito acabou por lançar o projeto para o caixote do lixo.

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Ford GT70 (1970)

Após o domínio do GT40 em Le Mans, o GT70 estava apontado aos ralis, abandonando o motor V8 por troca com um bloco 1.6 litros de quatro cilindros oriundo do Escort RS ou o V6 do Capri RS2600. Acabou por ser o quatro cilindros o escolhido devido ao centro de gravidade do chassis. Roger Clark desenvolveu o carro e chegou a usá-lo numa prova em França (Ronde Cevenole), mas a fiabilidade era péssima e a Ford recuou e cancelou o projeto quando já estava feitos seis GT70.

Monteverdi Hai (1970)

Peter Monteverdi, um suíço amante de carros rápidos quis ir um pouco mais além com o Hai. O modelo era um rival do Lamborghini Miura, com motor central e tinha um bloco 7.2 litros Hemi da Chrysler com 450 CV. O Hai chegava aos 280 km/h e dos 0-100 km/h nem 5,5 segundos. Impressionante, sem dúvida! Mas quando Peter Monterverdi deu o passo maior que a perna e quando percebeu o que custava produzir um supercarro, tudo acabou e foram produzidos dois protótipos e um show car que esteve em Genebra.

Aston Martin Bulldog (1979)

O Bulldog foi desenhado por Williams Towns e tinha aquele aspeto em cunha e de linhas direitas. O plano era fazer 25 carros equipados com o motor V8 de 5.3 litros turbo, debitando 600 CV e uma velocidade máxima de 380 km/h, uma cifra demasiado otimista, pois os testes feitos ao Bulldog revelaram que não ia além dos 300 km/h. Para seduzir os clientes do Médio Oriente, os engenheiros encheram o carro de pele e materiais exóticos, mas o patrão da casa britânica, Victor Gauntlett, acabadinho de chegar à presidência da marca, amarrotou o projeto e dos 25 projetados, fez-se apenas um, vendido por um valor que hoje significaria um investimento de 230 mil euros, sendo este único Bulldog visto em alguns encontros de clássicos.

Yamaha OX99-11 (1992)

Muitos consideram-no um Fórmula 1 para a estrada, mas a verdade é que o carro era mais uma montra tecnológica, onde a Yamaha exibia o V12 de 3.5 litros atmosférico com 400 CV que chegava ás 10.000 rpm. Era a bse do motor de F1 que a Yamaha estava a desenvolver. O chassis era em fibra de carbono, posto de condução central, sendo que o segundo elemento viajava atrás do condutor. Com um estilo estranho, o OX99-11 acabou por ser apanhado na ventania originada pelo desacordo entre a casa japonesa e a empresa de engenharia IAD e, também, pela crise financeira no Japão. Só foram feitos três protótipos.

Lamborghini Cala (1995)

Se fosse um ser humano, o Cala teria sido um mártire, tal o tempo que passou até que ficasse á porta da fábrica. Apareceu como protótipo no Salão de Genebra de 1995, sendo sugerido que fosse o modelo colocado abaixo do Diablo, tendo sido desenhado pela ItalDesign de Giugiaro. As dificuldades da Lamborghini ditaram uma situação curioso: o Cala foi encomendado pela Chrysler e depois ficou nos braços da Megatech, que comprou a casa de Sant’Agata Bolognese em 1994. Nova mudança surgiu em 1998, quando a Lamborghini foi adquirida pelo Grupo Volkswagen em 1998 e o Cala ainda não tinha uma decisão final sobre o seu futuro. Assim que os alemães chegaram à sede da Lamborghini, o projeto do Cala foi atirado para o caixote do lixo para dar lugar ao desenvolvimento do Gallardo. Curiosamente, o Cala tinha o mesmo motor V10 do Gallardo. O Cala não tinha tração integral, não ultrapassava os 300 km/h e o motor não tinha 500 CV, tudo aquilo que os alemães queriam e que o Gallardo ofereceu.

Zagato Raptor (1996)

Este esteve na calha para ser o substituto do Lamborghini Diablo. Era o produto das ideias da Zagato e da vedeta de desporto de inverno (skeleton) Alain Wicki, foi entregue à Lamborghini, tendo como base o Diablo. Por isso tinha o mesmo motor V12 de 6 litros com 500 CV. Mas a casa italiana não se impressionou com o carro e disse que não queria projeto, Wicki não quis baixar os braços, mas só conseguiu fazer um carro que vendeu num leilão em 2020 a um colecionador privado.

Volkswagen W12 (1997)

O primeiro tique de megalomania do grupo VW, surgiu com o W12 Syncro de 1997. Logo depois surgiu o W12 Roadster no ano seguinte e depois o W12 Nardo já em 2001. Todos usavam o mesmo bloco W12 que acabou por encontrar guarida no Bentley Continental GT e em outro carro típico dos tiques de Ferdinand Piech, o VW Phaeton. O W12 esteve quase, quase a chegar á produção, mas a ideia de fazer um jhiper desportivo acabou por desviar o projeto para a Bugatti, ganhando um chassis e um motor W16.

Cadillac Sixteen (2003)

O carro parecia saído de um qualquer livro de banda desenhada da Marvel, e quando se olhava para as características técnicas, percebia-se que debaixo do capô estava um bloco V16 com 13,6 litros! Alegadamente, tinha 1000 CV que chegavam às rodas através de uma caixa automática. Um verdadeiro sorvedor de gasolina que acabava por se rum pisco quando um sistema desligava até 12 cilindros, ficando o motor a trabalhar com… quatro. A ideia era produzir uma limitada quantidade de unidades, mas o custo de desenvolvimento e produção do enorme motor eram absurdos. Mas o estilo do Sixteen acabou por ser aproveitado para futuras realizações da Cadillac. 

Chrysler ME 4-12 (2004)

Quando a Chrysler quis impressionar o mundo, lembrou-se de fazer um supercarro que foi apresentado em Detroit em 2004. Tinha um chassis em fibra de carbono e um estilo radical. O motor vinha, claro, da Mercedes, um V12 com 850 CV e capaz de ir dos 0-100 km/h em 2,9 segundos. Ficou conhecido como “o Chrysler mais avançado de sempre”, foi sendo desenvolvido tendo como alvo chegar á produção. Mas o modelo de negócio não se mostrou rentável pois o carro era estupidamente oneroso de produzir e a Chrysler não tinha a certeza que as vendas fossem suficientes para cobrir os custos. Por isso, não saiu da fase de protótipo.

Maybach Exelero (2005)

Um carro impressionante e pensado para as altas velocidade com muito luxo e opulência, aquilo que foi dito a todos os fornecedores, nomeadamente á Fulda que se uniu á Mercedes para fazer os pneus do Exelero. O motor é um V12 de 5.9 litros com 690 CV. Chegava dos 0-100 km/h em 4,4 segundos e os pneus 315/25 ZR 23 da Fulda permitiam que o carro chegasse aos 350km/h. Só foi feito um e a Mercedes não se importou de o vender, a uma empresa alemã que restaura Mercedes, a Mechatronik.

Maserati Birdcage (2005)

Para assinalar os 75 anos, a Maserati voltou ao passado e trouxe de lá o nome Birdcage. Entregou à Pininfarina o estilo, usou o chassis do MC-12 e o motor V12 vindo do Ferrari Enzo (o MC-12 era um Ferrari Enzo disfarçado…) com 700 CV. O Birdcage moderno tinha um habitáculo fechado com uma bolha estilizada que abrir para deixar aceder ao interior os passageiros. Um carro lindíssimo que não passou de uma prenda da Maserati para a Maserati. Uma pena!

Lamborghini Miura Concept (2006)

O Miura é o “avó” dos supercarros, sendo ainda hoje um automóvel belo e elegante. Mas tinha sido lançado em 1966 e carregava uma aura que a Lamborghini penso ser possível rentabilizar com uma versão moderna. Estávamos em 2006, tinha passado 40 anos desde o carro original e foi escolhido Walter da Silva para desenhar o novo Miura. A plataforma era a mesma do Murcielago e tinha o mesmo motor V12 de 6.2 litros. Apesar de algumas traições ao modelo original, muitos foram os interessados no carro, vários deixaram depósitos para sinalizar o carro, mas Stefan Winkelmann, o CEO da Lamborghini na época, entendeu que a ideia era absurda pois a casa italiana nçao fazia modelos retro. Um enorme erro por parte de Winkelmann.

BMW M1 Hommage (2008)

Celebrando os 30 anos do M1, a BMW deverá ter-se lembrado do que sofreu com o seu primeiro supercarro e por isso não terá levado por diante a produção do M1 Hommage, um carro que apareceu no Concours d’Elagnza Villa D’Este. Um verdadeiro protótipo para testar a opinião pública, mas que estava destinado a nunca chegar á linha de montagem. A BMW não teve a coragem de vender o carro, sendo que o estilo do M1 Hommage acabou por influenciar o protótipo Vision EfficientDynamics que deu origem ao atual BMW i8.

Jaguar CX-75 (2019)

Apareceu no Salão de Paris de 2010, apareceu mo filme de James Bond, mas infelizmente não saiu da fase de protótipo. Com um estilo espetacular, o CX-75 timha uma turbina a gas e motores elétricos, sendo capaz de chegar aos 320 km/h e tinha uma autonomia em modo elétrico de 50 km. Foi desenvolvido pela Williams Advanced Engineering e tinha tudo para lutar com a Ferrari e a Lamborghini. A crise mundial acabou com a ideia da turbina e o CX-75 fez o papel no filme Spectre de James Bond com um motor V8 de 5.0 litros com 545 CV, o mesmo do F-Type e desapareceu nas brumas da memória.

Tags: Supercarros
José Manuel Costa

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