Continuam os ventos contrários na face da Nissan quem vai colocar em marcha um plano de corte de custos no valor de 3,9 mil milhões de euros.
Makoto Uchida, o novo CEO da Nissan sabia que tinha uma tarefa complicada em mãos e o plano de corte de custos de quase 4 mil milhões de euros (480 mil milhões de ienes) vai levar ao encerramento de duas fábricas e o corte de 4.300 postos de trabalho. A Nissan foi forçada a tomar estas decisões, depois das vendas continuarem a cair e da estratégia expansionista, herdada de Carlos Ghosn, ter falhado.
O plano de corte de custos estará em vigor até 2023 e além dos 4.300 postos de trabalho, a maioria da gestão e serviços da Nissan e do fecho de duas fábricas, levará à redução da gama de produtos e racionalização da gama e dos níveis de equipamento. O segundo maior construtor japonês vai reduzir, igualmente, os orçamentos de marketing e publicidade, sendo que a maioria dos cortes de postos de trabalho será feito nos EUA e na Europa.
Segundo uma fonte citada pela Reuters, próxima do conselho de administração da Nissan, “é o todo ou nada, pois a situação é grave”, sendo que tudo aquilo que fez parte do expansionismo de Carlos Ghosn em mercados como a India, Rússia, Africa do Sul e sudoeste da Ásia, sobretudo com a marca Datsun, falhou todos os objetivos. Assim sendo, a marca poderá desaparecer e assim a Nissan conseguir rentabilizar a sua capacidade de produção que, neste momento, fazendo fé nas fontes, está subaproveitada em 60%. Perante tudo isto, será complicado a Nissan não apresentar prejuízos no final do ano fiscal no mês de março.










