Vivemos num mundo onde as famílias enfrentam crescentes dificuldades para fazer face aos custos de vida, cada vez mais pesados nos orçamentos. O conceito de “barato” começa a perder força de tão poucas vezes que é usado e nos carros poderemos estar a caminho de um cenário idêntico, ou pior.
Segundo a Stellantis, o custo da eletrificação não será baixo. Com objetivos cada vez mais ambiciosos para reduzir o número de carros com motores de combustão, os projetos de Veiculos Elétricos sucedem-se e vão sendo apresentados cada vez mais propostas por parte das marcas. Mas a Stellantis já avisou que a fatura será cara.
“Esse é o elefante na sala para todos. O custo da eletrificação é caro, por isso, temos de nos certificar de que protegemos a rentabilidade do nosso atual negócio no mercado [motor de combustão interna] para ajudar a financiar a transição para a eletrificação” disse Mike Koval Jr. CEO da RAM que apresentou recentemente o RAM 1500 REV, nova proposta 100% elétrica para a marca, que deverá ir para o mercado em 2024.
Fazer carros está mais caro, fazer elétricos torna-se ainda mais caro e é preciso controlar esses custos, para manter as empresas viáveis:
Carlos Tavares foi ainda mais longe:
“Se não o fizermos [manter as empresas viáveis], teremos uma redução significativa da dimensão do mercado porque a classe média não poderá comprar VE. Portanto, não é do interesse das empresas. Não é do interesse dos cidadãos. Não é do interesse dos sindicatos que encolhamos o mercado porque nos tornamos demasiado caros para a classe média”.
Há, portanto, muitas questões a resolver na revolução da mobilidade, mas este irá certamente ser uma das questões centrais nos próximos tempos.












