Há vitórias mais especiais que outras. Certamente que todas têm a sua importância, mas há algumas, pela forma como foram conseguidas ou pela conjuntura do momento, se tornam ainda mais relevantes. Em Road America, Filipe Albuquerque e Ricky Taylor voltaram a vencer, dois anos depois. Poucas pessoas saberão a dificuldade, o sofrimento, o trabalho árduo e a resiliência que tanto a dupla de pilotos e a equipa tiveram de enfrentar até voltar a saborear o champanhe. E por isso, esta certamente sabe melhor.
No final da corrida, a emoção de Albuquerque era óbvia, com o piloto português a reconhecer que chorou na volta de consagração:
“É mais do que uma vitória! Isto é mais do que isso. É quase como ser campeão, sabes?Temos tido dificuldades com a velocidade, temos batalhado, e mesmo assim, no final, o carro esteve simplesmente incrível. Aqueles recomeços estavam a matar-me, porque eu sabia que o Porsche é incrível na travagem. Por isso, mantive-me atento. Os meus dois recomeços foram muito bons — consegui surpreendê-lo. E depois vi-o a aproximar-se pelos espelhos na curva 1, quase me tocou. Por isso, estou super feliz, e com toda a equipa. Isto é só motivação para toda a gente. Chorei na volta de consagração, porque isto é muito especial. Muito especial. Parabéns a todos que estiveram na corrida, e à Cadillac, sem dúvida”.
“Finalmente conseguimos. Tivemos alguns vislumbres de grandeza, mas por uma razão ou outra nunca se concretizava. E agora aconteceu, juntámos tudo. E este tipo [Wayne Taylor] disse-me: ´Vai lá para a pista e sê tu mesmo. Sê tu. Faz o teu trabalho e não faças mais nada. Sê apenas tu´ E conseguimos. Depois de tantos sétimos e quintos lugares, ires direto para o primeiro… ficamos mais nervosos do que o normal”.
Também Ricky Taylor não escondeu a emoção do tão desejado reencontro com os triunfos:
“Toda a equipa tem lutado tanto, e ambos duvidámos de nós próprios a certa altura. Era: ´Ei, vai lá, termina, faz o trabalho, sei que consegues.´ E sim, duvidámos de nós próprios em certos momentos, mas nunca perdemos a fé na equipa, e ninguém culpou o outro nos momentos difíceis. Quando o vi, não conseguia conter-me. Estou tão orgulhoso dele [Albuquerque]. Ele fez um trabalho incrível. Não sei, ando sempre a chorar na TV, mas meu, temos andado a nadar em trampa o tempo todo. É como… depois Watkins Glen, parecia tortura ir para a pista todos os fins de semana só para levar tareia. Sinceramente, tem sido difícil, mas obrigado à Cadillac por ficar do nosso lado. Têm sido tão presentes.
Levaram-nos a jantar este fim de semana e disseram-nos que tínhamos o apoio deles, o meu companheiro de equipa está sempre lá por mim, e que toda a equipa trabalha tão bem em conjunto. Nunca desistiram. Fizeram uma corrida perfeita hoje, e não tenho palavras suficientes para descrever esta equipa como um todo. Espero que isto seja algo em que possamos construir daqui para a frente”.
Foto: IMSA / Michael L. Levitt









