Nico Hülkenberg protagonizou um dos abandonos mais bizarros da história recente da Fórmula 1 no Grande Prémio de Barcelona-Catalunya. Sem qualquer contacto físico entre os carros, o piloto da Audi viu a sua corrida terminar nas boxes, após 29 voltas, devido a um projétil improvável lançado por Liam Lawson (Racing Bulls): uma pedra.
Há muitas definições para uma “estratégia agressiva” na F1, mas “tiro ao alvo”, não constava. Até ontem…
Liam Lawson acelerou, a gravilha saltou dos pneus e uma pedra fez pontaria ao Audi de Nico Hülkenberg, e o alemão descobriu que o seu pior inimigo não é o teto orçamental, mas uma pedra com fetiche por botões de emergência!
O piloto alemão rodava colado à traseira de Lawson, na luta pelo nono lugar, quando o neozelandês colocou uma roda na gravilha à saída da curva 12. O detrito disparado acabou por ditar o fim do dia para a Audi: “De alguma forma, uma pedra acionou o gatilho de emergência à esquerda do roll hoop. O carro simplesmente morreu: apagão total e fim de jogo”, revelou Hülkenberg após a prova, explicando o inédito curto-circuito mecânico.
O incidente assume contornos de frustração acrescida para o germânico, que já se tinha queixado via rádio da postura defensiva de Lawson na curva 1. Face às desistências tardias de Kimi Antonelli e Charles Leclerc na frente, Hülkenberg estava em posição ideal para somar os primeiros pontos da Audi esta temporada. Embora a fiabilidade do R26 tenha sido o calcanhar de Aquiles da estrutura alemã em 2026, desta vez a culpa morreu solteira nas boxes, vítima de um pontapé certeiro da física.
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