Miguel Nunes (Skoda Fabia Rally2 Evo) rubricou uma exibição de enorme consistência e inteligência competitiva, coroada com a conquista da liderança e o triunfo – o segundo, o primeiro foi em 2020 – na prestigiada prova madeirense. Tirando partido de um ritmo quase sempre forte, é verdade que ajudou os azares e desistências de adversários diretos como Kris Meeke e Giandomenico Basso, mas Miguel Nunes seria sempre um forte candidato a vencer, sendo que soube gerir com eficácia as margens na frente do rali até à linha de chegada.

A evolução estratégica e a conquista da liderança
A prestação de Miguel Nunes pautou-se por uma ascensão exemplar aos lugares cimeiros. O piloto terminou a super especial inaugural da PEC1 na terceira posição, a apenas 1,2 segundos da frente, completando o pódio provisório da geral na PEC2. Na PEC3, assinou o mesmo tempo que Basso numa especial, assumindo-se de imediato na luta cerrada pelo topo.
O momento de viragem ocorreu na PEC5, quando ascendeu à liderança da prova após o furo sofrido por Giandomenico Basso. A partir daí, alargou a vantagem para 9,6 segundos sobre João Silva na PEC6 e bateu a concorrência na PEC11 na primeira passagem pela Ponta do Pargo, quebrando a série de triunfos de Kris Meeke. Entre a PEC12 e a PEC13, entrou numa fase de rigorosa gestão de margens, controlando um avanço superior a 30 segundos até ao epílogo do rali.
No plano técnico, o piloto destacou a excelente afinação do seu Skoda Fabia Rally2 Evo, herdada desde o Rali da Calheta, o que lhe permitiu andar sempre muito próximo dos mais rápidos de forma consistente. Em declarações prestadas durante a prova, sublinhou: “Chegar ao final do dia de prova deste à frente do rali é um motivo enorme de satisfação […] o carro está-se a portar extremamente bem e nós estamos bastante confiantes, conseguimos imprimir um ritmo forte.”
No rescaldo da vitória, Miguel Nunes detalhou a estratégia adotada e dedicou o sucesso a toda a estrutura: “O rali foi bastante tranquilo, no fundo é sempre uma competição muito dura, mas conseguimos gerir sempre da melhor maneira, conseguimos ir aumentando o ritmo quando foi necessário, baixando também quando era preciso, de maneira a conseguirmos materializar o resultado no final. Este último dia foi mais de uma gestão, principalmente à tarde, mas não quisemos baixar muito o ritmo, porque também havia classificativas a vencer para para fazermos mais dois pontos. Depois à tarde baixamos um pouco mais o ritmo porque pronto, começava a pesar a responsabilidade e não queríamos estragar aquilo que estava muito próximo de alcançar.”
O piloto concluiu com uma mensagem de agradecimento pelo segundo triunfo na prova, obtido seis anos depois: “Segunda vitória no Rali da Madeira. Seis anos depois, é uma alegria enorme para nós, para toda a equipa. É uma vitória de toda a equipa, não é só nossa. Toda a gente, muita gente, trabalhou muito para para isto, e quero realizar um agradecimento muito especial à Tomiauto Motorsport, à The Racing Factory também que trabalha em parceria connosco, a todos os nossos patrocinadores e amigos, todas as pessoas que nos apoiam.”










