Oliver Solberg prepara-se para iniciar, em 2026, a sua primeira época como piloto oficial da Toyota na categoria principal do Mundial de Ralis. No passado fim de semana, o jovem sueco utilizou o Rallye Hivernal du Dévoluy para ganhar experiência em asfalto ao volante do Toyota GR Yaris Rally1, uma etapa essencial na preparação para o Rali de Monte Carlo.
Depois da vitória impressionante na Estónia, no verão passado, quando teve a sua primeira oportunidade de pilotar um Rally1 da Toyota em pisos de terra, Solberg enfrentou agora um desafio distinto: conduzir o carro em ritmo competitivo em asfalto. Reconhece que a sensação é muito diferente, uma vez que este tipo de superfície exige maior confiança na aerodinâmica e permite velocidades mais elevadas nas zonas rápidas.
Sem um teste prévio, Solberg começou o rali com uma afinação-base e foi ajustando o carro praticamente após cada classificativa, aproveitando as várias neutralizações para evoluir o set-up. Ao longo do evento pôde comparar o seu andamento com o de Adrien Fourmaux, que competiu na mesma prova no ano anterior com um Rally1. Embora o francês tenha sido inicialmente mais rápido, Solberg superou-o no segundo dia, mostrando uma rápida adaptação.
O piloto sublinha, contudo, que ainda há muito a aprender, sobretudo no que diz respeito às notas de ritmo e à confiança nas curvas rápidas, áreas onde a transição de um Rally2 para um Rally1 é mais exigente. Solberg terá ainda um dia de testes antes do início do Rali de Monte Carlo, marcado para o final de janeiro.
Oliver Solberg:
“A sensação é diferente. Na terra parece mais natural, estás sempre limitado pela aderência. Estás sempre a deslizar, por isso consegues sentir melhor a aerodinâmica. Aqui tens de aprender a aerodinâmica e confiar nela. Aqui tens muita aderência e, em algumas curvas rápidas, pensas: ‘OK, posso ir depressa’. Portanto, é um pouco diferente. Não tive teste, por isso não sabia bem que ideia deveria ter. Tens simplesmente de sentir um pouco e perceber o que podes fazer. Agora já tenho uma ideia na cabeça do que preciso, do que quero. Em algumas destas curvas rápidas estou a aliviar ou talvez a travar um pouco porque não sei. Há muito para aprender nas notas e na velocidade. Num Rally2 sei exatamente qual é a velocidade certa.”











