Apesar da ex-candidata à presidência da FIA, Laura Villars ter obtido uma audiência de urgência no tribunal de Paris devido a queixas de irregularidades no processo eleitoral, a eleição para presidente da FIA vai mesmo avançar na data prevista, sexta-feira, 12 de dezembro, em Tashkent, Uzbequistão.
Como se sabe, outros putativos candidatos, para lá de Ben Sulayem não puderam apresentar-se devido a disfunções no sistema, que impediram a constituição da lista presidencial completa e obrigatória para serem elegíveis.
A audiência de urgência, realizada em 3 de dezembro, visava suspender provisoriamente a eleição até à decisão definitiva do tribunal, mas o juiz de primeira instância não a suspendeu, argumentando que era necessário um exame mais aprofundado das questões. Agora, uma nova audiência está agendada para 16 de fevereiro de 2026, a equipa de Villars continuará a ação contra a FIA perante os juízes competentes, mas para a FIA, tudo como dantes.
Já na audiência de fevereiro irá examinar-se detalhadamente o processo eleitoral e determinar se as queixas são suficientes para uma revisão, contestação ou mesmo anulação da eleição. Os principais pontos de litígio focam-se no facto de Ben Sulayem ter sido habilitado a apresentar uma lista presidencial, a transparência e o funcionamento do Comité de Nomeações e os procedimentos eleitorais não responderem, eventualmente, aos princípios de governança, democracia e integridade.












