A ronda do Circuito Internacional de Vila Real é um dos pontos altos do Campeonato de Portugal de Velocidade, regressando este ano a Trás-os-Montes após um breve interregno. É um fim de semana especial para os pilotos portugueses, especialmente os com raízes na região. O traçado citadino de Vila Real tem uma mística única, com uma história rica que remonta a 1931, tendo recebido nomes lendários como Stirling Moss, Vasco Sameiro e David Piper.
O público entusiástico e conhecedor é outro dos fatores que tornam o Circuito Internacional de Vila Real especial, sobretudo, para os pilotos locais, criando um ambiente eletrizante ao longo dos 4,6 quilómetros de perímetro e vinte e quatro curvas. Para Rafael Lobato, de regresso ao topo da velocidade nacional, este é provavelmente o momento mais especial do ano:
“Para mim representa imenso, é a cidade onde cresci, onde estudei e me formei, onde fiz muitos amigos, tenho um público que me reconhece na rua e celebra comigo as vitórias. Tenho um sentimento especial por correr ‘em casa’, e por toda a festa que se respira na cidade durante as semanas pré-corridas e pós-corridas”, afirmou Rafael Lobato, que este ano compete ao lado de César Machado, o Campeão de GT em título, ao volante de um dos Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Speedy Motorsport.

“Apesar de conhecer bem o circuito, também sei que as exigências são ainda maiores”
Rafael Lobato dá conta do custo dos erros e do muito calor que se fará sentir durante fim-de-semana vilarealense, o que exigirá ainda mais dos pilotos. “Apesar de conhecer bem o circuito, também sei que as exigências são ainda maiores. O fator de não se poder errar, senão é o fim…
O ter de ser rápido para ganhar, pois as diferenças de andamento nos circuitos citadinos tendem a ser maiores, as ultrapassagens são difíceis de se conseguir, mas são possíveis, o muito calor que se costuma fazer sentir em julho também vai desgastar bastante fisicamente e psicologicamente os pilotos, ou seja, novamente o fator ‘errar’ é crucial”, reconheceu o piloto da Speedy Motorsport.
“Espero que a edição de 2025 seja tão boa como o cartaz – Kumho TCR World Tour e Campeonato de Portugal de Velocidade e marcas emblemáticas – certamente, as duzentas mil pessoas irão gostar. As festas da cidade também são muito boas para o entretenimento do público, muitos fatores para ser um ótimo fim-de-semana”, concluiu o piloto.










