Henrique Chaves foi anunciado recentemente como piloto de fábrica da Aston Martin. Depois de uma excelente época em 2022 ao volante do Aston Martin da TF Sport, tendo vencido nas 24h de Le Mans e dado uma ajuda crucial no título dos seus colegas de equipa, viu o seu esforço de anos no automobilismo recompensado. O jovem de Torres Vedras olha para trás e aponta alguns episódios que foram determinantes para alcançar um dos grandes marcos da sua carreira.
Recuando um pouco na história, Chaves considera que foi o ano de 2022 que abriu portas para esta oportunidade:
“Penso que o que me colocou no radar foi, basicamente, o ano 2022, quando tive a oportunidade de correr com a Aston Martin. Obviamente, que toda a minha carreira e as prestações que tive ao longo de anos provaram que poderia ter as qualidades para ser piloto de fábrica da Aston Martin. Mas 2022 foi muito importante, assim como a vitória em Le Mans, claro.
Para alcançar este marco, foi preciso muito trabalho. Obviamente, tenho uma equipa por trás de mim que me ajudou, que me apoiou bastante e acreditou em mim, sem a qual teria sido possível chegar aqui. Penso que foi todo esse apoio e obviamente o trabalho diário seja, físico, psicológico, mental, preparação da corrida em termos de análise de dados, que me ajudou, no fundo, a alcançar este marco na minha carreira.
Desafiado a apontar uma corrida em que se destacou, Chaves apontou a sua estreia em Le Mans, que valeu uma vitória na mítica corrida, mas referiu também outras provas:
“Penso que Le Mans, claramente, dá sempre um destaque especial no currículo de um piloto, não é? Mas seguramente que houve várias prestações que, provavelmente, resultaram neste olhar mais atento da Aston Martin e em especial, este ano, as 24 Horas de Spa, prova em que consegui recuperar do vigésimo oitavo lugar na grelha de partida para quarto com todos os ‘top-guns’ das outras marcas em pista. Portanto, acredito que esta prova foi um bom cartão visita. Também, por exemplo, a corrida sprint em Misano, em que consegui ultrapassar o Porsche em situações muito difíceis, com andamentos muito iguais, mas foi uma ultrapassagem muito bem conseguida. Mas, no fundo, é um conjunto de prestações. Obviamente que um construtor não se baseia apenas numa só coisa, baseia-se num conjunto de várias coisas. E, claro, é de realçar também o facto de não me envolver em acidentes, e de não ter um impacto direto nas corridas que não terminámos. Portanto, penso que isso tudo pesa numa decisão de um construtor em contratar um piloto”.
Chegar a piloto oficial da Aston Martin é um sonho tornado realidade para Chaves:
“Isto é o alcançar de um sonho que sempre foi um dos meus objetivos – tornar-me piloto profissional, fazer disto a minha vida. Felizmente, a Aston Martin contratou-me, viu algo em mim e está a dar-me essa possibilidade. Tenho simplesmente de justificar a confiança que depositaram em mim e continuar esta relação durante muitos anos, dado que o meu objetivo sempre foi estar ligado a uma marca. Este é o meu foco, manter uma relação longa e próxima com a Aston Martin. Portanto, terei de trabalhar para que me desejem manter e fazer parte desta família”.











