Pelo segundo ano consecutivo, a Alpine chega à pausa de verão como protagonista do mercado. Ao contrário do que aconteceu em 2022, desta vez não foram os pilotos a anunciar a sua saída, mas os principais responsáveis pela gestão da equipa de Fórmula 1.
Na temporada passada, a falta de acordo na negociação da renovação do contrato de Fernando Alonso levou à saída do piloto espanhol quando terminou a época e a um episódio embaraçoso para a Alpine, envolvendo Oscar Piastri.
Agora, sem que os resultados da equipa acompanhassem o plano pré-estabelecido de Laurent Rossi, o diretor executivo da marca até julho, a reorganização interna começou pelo líder máximo, chegando ao responsável pela equipa de F1 e pelo diretor desportivo Alan Permane.
Passado mais um episódio que abalou a equipa francesa, Alonso – agora ao serviço da Aston Martin, que deu um salto competitivo enorme em comparação à temporada passada – aponta a responsabilidade dos fracos resultados e da sua própria saída da Alpine a Otmar Szafnauer.
Segundo o piloto espanhol, em entrevista à BBC, as conversações demoraram “mais tempo do que eu pensava quando iniciámos as conversações – penso que foi na Austrália, em 2022 – sobre a renovação do contrato. Foi um processo muito lento, e não foi da minha parte. Eu estava pronto e feliz. O carro de 2022 era um carro rápido, por isso também estava satisfeito com o desempenho e as possibilidades para o futuro. Por isso, o ritmo lento das conversas e, eventualmente, o facto de nem sequer passarem para o papel o que estávamos a discutir e todos estes comentários sobre a idade e outras coisas”.
Alonso salienta que “é a forma como eles fazem as coisas. Ou a forma como Otmar [Szafnauer] faz as coisas”. Sobre a diferença de competitividade entre a sua atual equipa e a Alpine, o piloto esclareceu que “depois deste ano, ele [Szafnauer] devia estar calado. Não devia falar de todo. Depois dos resultados da Aston Martin e dos resultados que está conseguiu, continua a falar e continua orgulhoso da decisão [de não ter chegado a acordo com Fernando Alonso], o que é incrível, espantoso.”
Na mesma entrevista, Alonso afirmou que ainda há espaço para melhorar na Aston Martin, mas sabe qual o seu papel dentro da estrutura, esclarecendo que tem como função fazer crescer a equipa e ajudar no desenvolvimento de Lance Stroll.











Que pessoa adorável: nada rancoroso, sempre polido e agradecido a quem o apoiou no regresso à F1.
O Mike Krack que se vá preparando…
Ele nada disse contra a alpine nem contra o Cyril, que foi quem lhe deu a oportunidade de regresso. Ele falou contra Szafnauer e suas palavras relativas à idade de Alonso e contra as suas palavras, que mesmo a realidade mostrando o contrário, defendia que tinha sido a melhor opção..
Muitíssimo bem escrito!
Cumprimentos
Quando esteve na Force India / Racing Point, Szafnauer conseguiu fazer um bom trabalho com pouco dinheiro, esse mérito não lhe podem negar. Quanto a gerir egos, não me pronuncio.
Totalmente de acordo na primeira frase.
A segunda entendo porque é de facto complicado conseguir perceber. Mas o seu comentário permitiu o dom de puxar a cassete atrás e relembrar as situações mal geridas de Checo e ocon e novamente entre este e Alonso. Há dois denominadores comuns às duas situações, qual o mais culpado delas? O piloto, o diretor ou ambos?
Cada vez me convenço mais que a Andretti / Cadillac irá comprar a alpine. Já a mudança parcial de acionistas (sobretudo sendo americanos) me leva a ter mais segurança no meu “achismo”.
Foi o Mattiaci,foram os japoneses da Honda nos EUA, agora o Szafnauer ( e faltam alguns), quem será o próximo?
Ele foi direto e claro.
Hoje em dia é problemático essa postura.
Mais uma fatia de melão para alguns.
Este ano vão ficar cheios.
Nem mais!