Morreu Craig Breen! É com profunda tristeza que lamentamos a perda de um dos pilotos de ralis mais talentosos, que inclusivamente este ano representava uma equipa portuguesa, o Team Hyundai Portugal, no campeonato português de ralis.
A sua morte num acidente em testes para o Rali da Croácia, chocou a comunidade do automobilismo nacional e internacional, e deixa um enorme vazio naqueles que o conheceram e admiravam seu trabalho, especialmente nesta altura em que nos presenteava em Portugal com o seu grande andamento, vencendo inclusivamente a primeira prova do campeonato, em Fafe.
Durante a sua carreira nos ralis, teve altos e baixos, mas sempre demonstrou um nível de habilidade e coragem que lhe permitia manter-se entre a elite mundial dos pilotos de ralis, e este ano os adeptos portugueses, ainda que por pouco tempo, puderam conviver com Craig Breen mais de perto, já que numa contratação sem paralelo, a Hyundai Portugal trouxe-o para Portugal para dar brilho à nossa competição.
Quis o destino que partisse na sequência de um acidente, com aparente menor gravidade que tantos outros sucedem nos ralis pelo mundo fora, mas em que um terrível infortúnio lhe levou a vida.
O seu amor pelos ralis era bem espelhado nas vezes que agarrava em carros históricos dos ralis e fazia o que mais gostava: dar espetáculo aos comandos de um carro de ralis.
A sua paixão pelo desafio, e seu compromisso com os ralis, sempre foram evidentes ao longo do tempo. Como piloto e como pessoa, era um modelo de profissionalismo e um verdadeiro cavalheiro dentro e fora do carro.
A sua morte é um lembrete trágico de que o automobilismo é um desporto de alto risco, e que mesmo os melhores e mais experientes pilotos não estão imunes aos perigos.
O legado que deixa no mundo dos ralis e no automobilismo em geral não será esquecido. Como alguns outros heróis do passado, a sua coragem, habilidade e dedicação aos ralis serão sempre lembradas e admiradas. E será profundamente lamentado por todos que tiveram a sorte de o conhecer e ainda mais, trabalhar com ele.
Ironicamente, a sua morte dá-se em circunstâncias muito semelhantes às de Gareth Roberts, seu navegador e amigo, que há 11 anos, em junho de 2012, perdeu a vida no Targa Florio Rally Internazionale di Sicilia de 2012.
O destino, por vezes, prega destas partidas.
Esperamos que sua família, amigos e adeptos possam encontrar algum conforto e força neste momento tão difícil para a comunidade dos ralis.
Em nome do AutoSport, e pensamos que o podemos fazer, também em nome da comunidade automobilística, oferecemos as nossas mais sinceras condolências à sua família, amigos e a todos aqueles que foram tocados pela sua vida e seu legado.
Que sua alma descanse em paz.












