A FIA proibiu “a elaboração e exibição de declarações ou comentários políticos, religiosos e pessoais, nomeadamente em violação do princípio geral de neutralidade promovido pela FIA ao abrigo dos seus Estatutos, a menos que previamente aprovado por escrito pela FIA para Competições Internacionais, ou pela Autoridade Desportiva Nacional relevante para as Competições Nacionais dentro da sua jurisdição. O não cumprimento das instruções da FIA relativamente à nomeação e participação de pessoas durante as cerimónias oficiais em qualquer competição a contar para um Campeonato da FIA” será agora considerado uma violação dos regulamentos depois de revisto o Código Desportivo Internacional. Se há quem concorde com esta limitação e controlo pela entidade federativa sobre aquilo que os pilotos podem fazer, há também quem não ache boa ideia, como os leitores do AutoSport mostraram na sondagem que realizamos sobre o tema. Neste caso, também Valtteri Bottas está contra a revisão da FIA sobre os comentários de índole política.
“Pessoalmente, não gosto de política”, garantiu Bottas em declarações à publicação Expressen. “Gosto de fazer o que amo, que é pilotar, mas a política faz parte da sociedade de hoje. Penso que a Fórmula 1 tem feito um bom trabalho ao prestar atenção a alguns destes tipos de questões e muitos pilotos têm levantado a sua voz, incluindo Sebastian [Vettel]. Não compreendo porque é que nos querem controlar”.
O piloto finlandês da Alfa Romeo adiantou ainda sobre a alteração das regras por parte da FIA, que “deveríamos ter o direito de falar sobre o que queremos. É assim que eu vejo as coisas, mas vamos ver o que acontece”.
Os piloto têm agora de obter o consentimento prévio por escrito do órgão federativo antes de qualquer ação que queiram realizar.











