Nyck de Vries apelou à FIA para não abrir uma exceção no caso de Colton Herta sobre os pontos necessários para o piloto obter a superlicença para competir na Fórmula 1. O piloto neerlandês, Campeão do Mundo de Fórmula E de 2020/2021 teme que uma exceção crie um perigoso precedente sobre esta matéria.
Herta surgiu como favorito para o lugar na AlphaTauri para substituir Pierre Gasly, caso este se junte à Alpine. No entanto, o piloto não tem os pontos de superlicença necessários, apenas 32 de 40, uma vez que a IndyCar não está no topo da lista de pontuações da FIA. A Red Bull pediu à FIA uma exceção ao piloto, dado que ganhou sete corridas de IndyCar. Esta matéria tem dividido a opinião no paddock, com o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, contra uma possível exceção da FIA ao piloto.
Nyck De Vries concorda com o italiano e considera que poderia fazer com que os pilotos entrem em campeonatos menores para obterem facilmente pontos para a superlicença.
“Penso que as regras que foram criadas devem ser simplesmente cumpridas”, disse De Vries em entrevista ao Motorsport.com. “Além de ser frustrante, penso que também é mau para o sistema. Pode ter um efeito negativo na Fórmula 2 e na Fórmula 3, porque se se conseguir somar pontos mais facilmente noutro lugar, consegue-se que os pilotos se desloquem para outros campeonatos. Nesse caso, por exemplo, um piloto podia optar pela Indy Lights, em que apenas competem cerca de 12 carros”.
Nyck de Vries tem surgido ciclicamente como opção para uma série de equipas da F1, tendo surgido o seu nome neste momento como possível substituto de Nicholas Latifi na Williams, mas o piloto neerlandês diz que “vou esperar e ver como se desenvolve”.
O piloto fazia parte da estrutura da Mercedes na Fórmula E, que abandonou no final desta temporada a competição de monolugares elétricos e vai estar aos comandos do Aston Martin AMR22 no primeiro treino livre em Monza.
Foto: Chris Owens










