Henrique Chaves foi protagonista da corrida pelos piores motivos. O piloto do Aston Martin #33 estava a fazer uma boa prova, até que ao aproximar-se da Variante della Roggia a mais de 250 Km/h, quando tentou accionar os travões estes não funcionaram, vendo-se o português envolvido num violento despiste, com o Aston Martin a capotar, parando junto aos rails da saída da chicane sobre o seu tejadilho. Mais uma vez os limitadores serviram de rampa de lançamento e já é tempo da FIA acabar com o uso desses dispositivos em pista, que têm feito mais mal do que bem. Apesar do grande susto, Chaves não ficou com grandes mazelas e elogiou o trabalho da equipa:
“Foi um impacto muito forte, mas estou bem, a célula de sobrevivência do carro protegeu-me e consegui sair pelo meu próprio pé sem qualquer problema. Não tenho qualquer questão física, para além de umas nódoas negras, e isso deve-se ao fantástico trabalho realizado pela Aston Martin, que criou um carro performante e muito seguro.”
Apesar do final preocupante e prematuro da sua corrida, Henrique Chaves ainda assim verifica alguns aspetos positivos e mostra-se confiante para as próximas etapas do mais importante campeonato de resistência do planeta. “A TF Sport realizou um trabalho fantástico, entregando-nos um carro muito competitivo, apesar de carregarmos quarenta quilogramas de lastro. Acredito que, sem o acidente, poderíamos vencer. No entanto, estamos ainda no comando do campeonato e vamos para Fuji determinados em lutar pela vitória e ampliar a nossa vantagem”, concluiu o português.











