Kalle Rovanperä venceu a sua quarta prova no WRC depois de um rali fantástico, e uma PowerStage… do ‘outro mundo’…
Kalle, diz-nos como te sentes após um dia final realmente dramático?
“Estou a sentir-me bem, claro. Foi um fim-de-semana bastante duro, no geral, e quando a luta é assim no último dia, é sempre mais excitante, e o ‘feeling’ é melhor.
Andaste de forma fantástica na Power Stage, não nos parece que tenha sobrado nada, pois não?
“Não, nem por isso. Não podia ter andado mais depressa.”
No domingo de manhã, começaste com os pneus duros e o Ott com o macio. Ficaste satisfeito com essa decisão da manhã?
“De manhã, quando a tomámos, parecia bem, é certo, pois sabíamos que o pneu duro seria bastante bom para o primeiro troço, que estava seco e tinha uma boa aderência para que pudéssemos usar o pneu duro. Durante o primeiro troço estava bastante bem, mas depois veio a chuva e não foi tão bom…”
Parecias devastado quando perdeste todo aquele tempo na PE19?
“Sim, estava com dois pneus para chuva, mas com dois pneus duros em pleno piso molhado nunca iria funcionar bem. É duro quando em todo o troço se sabe que se está a perder muito tempo e não se pode fazer muito em relação a isso. Tenta-se carregar velocidade, mas simplesmente não se tem aderência. Este tipo de situação é devastadora porque existe um sentimento de impotência e não se pode fazer mais nada.”
Na Power Stage, quando o sol despontou, os pneus ainda não eram os melhores. Até que ponto foram críticas as notas de andamento?
“Foram importantes durante todo o fim-de-semana. As equipas de batedores fizeram um grande trabalho para tornar as nossas notas boas e mais precisas, para que pudéssemos confiar nelas e fizeram um bom trabalho na Power Stage. Ao entrar no troço estava convencido de que a nossa combinação não era a mais fácil, mas no final em alguns locais era boa, mas tínhamos tanta lama e locais sujos que não sei se era a melhor. Foi realmente duro, mas eu só tinha que forçar ao máximo…”
Agora ja ganhaste na terra, neve e agora no asfalto, como é que este triunfo se encaixa nas restantes vitórias?
“Foi o mais complicado de todos. As condições foram das mais complicadas durante todo o fim-de-semana. Todos estavam a cometer erros ou ter problemas, furos e outras coisas, por isso no final tive o furo e o julgamento errado sobre a chuva, por isso foi duro.”
Kalle, agora vem aí o Rali de Portugal, como te sentes em relação à terra e ao facto de seres o primeiro na estrada, achas que consegues chegar ao pódio?
“Sim, para mim vai ser uma situação interessante, e muito complicada. Penso que o plano é tirar qualquer ponto positivo desses troços e tentar manter um bom ritmo. Eu sei que não vai ser fácil lutar pelo pódio, e as vitórias vão ser impossíveis em alguns ralis, mas só temos que fazer o melhor que pudermos…”








