É, infelizmente, um tema que volta ciclicamente na F1. A Pirelli viu novamente dois pneus falharem da mesma forma em Baku, o que levantou muitas suspeitas. Um perito em pneus apontou o dedo à marca italiana.
Kees van de Grint, que foi engenheiro de pneus da Bridgestone para Michael Schumacher indicou prontamente uma falha na carcaça do pneu como responsável pelos incidente de Max Verstappen e Lance Stroll:
“Em teoria, pode ter havido detritos na pista”, disse ele ao jornal Algemeen Dagblad. “Mas parece-me que aconteceu exatamente com a mesma duração de vida nos carros de Stroll e Verstappen. É uma coincidência e tanto, se acontecer após 34 voltas de corrida em ambos os carros. E havia destroços na pista tanto para o Stroll como para o Verstappen mas não para os outros ?”.
Van de Grint disse que as falhas nos pneus não são muito invulgares na Fórmula 1, “mas acontece com demasiada frequência agora. Suspeito que a Pirelli já estava nervosa em relação ao Azerbaijão, especialmente quando as equipas foram convidadas a aumentar as pressões máximas. Só o faz isso se estiverem preocupados”, disse ele.
“Eles [Pirelli] sempre tiveram essa história pronta há já alguns anos. É sempre por causa dos detritos, ou de erros de equipa, ou do estilo de condução. Nunca é por causa dos pneus. Alguma modéstia e autocrítica seria bom”, insistiu van de Grint.
“Os pneus atuais foram reforçados após os problemas em Monza no ano passado, por isso deviam pelo menos investigar o que aconteceu primeiro antes de dizer alguma coisa sobre o assunto”.
“Após o acidente de Romain Grosjean, houve uma extensa análise do que aconteceu”, disse van de Grint. “E com razão. Isso deve acontecer agora, porque também se trata da vida das pessoas. Estes carros estão agora 99.9% seguros, mas imaginem se outro carro tivesse batido em Verstappen ou Stroll a 300 km/h”.
Van de Grint concorda com David Coulthard que a situação dos pneus em F1 seria melhorada com a adição de um segundo fabricante.
“David disse no domingo que este tipo de coisas aconteciam muito menos frequentemente com a Goodyear, Michelin e Bridgestone, e isso porque a concorrência logicamente torna um produto melhor”, disse ele.











