O jornal alemão Bild saiu hoje com uma manchete onde se lia: “Bandeira-Choque, Mick (Schumacher) guia para o Putin”. Tudo isto por causa da decoração do novo Haas VF-21, monolugar da equipa norte-americana de Gene Haas. Como se sabe, o patrocinador principal é uma empresa russa, sendo Dmitry Mazeppin, pai de Niki Mazepin, um dos acionistas principais. É claramente um exagero do jornal alemão, mas que espelha bem a forma como muitos olham para os russos.
Obviamente não sabemos se foi propositado, que a Urakli tenha ‘imposto’ a equipa a ter esta decoração, mas a verdade é que a FIA já disse que não há nada ilegal nas cores. Um destacado político russo disse que “o senso comum triunfa sobre a histeria anti-russa”. Dmitry Svishchev, deputado do parlamento russo Duma, disse à Sport-Express que as cores russas não são proibidas: “Se não é proibido, então é permitido. Os desporto automóvel vivem de contratos de patrocínio e marketing, e penso que os organizadores desta competição estão interessados em que a corrida continue a ter lugar também na Rússia”, disse.
O chefe da equipa Haas, Gunther Steiner também defendeu a decisão de correr com as cores russas: “Temos de vender espaço de patrocinadores para podermos avançar. Não tem nada a ver com nacionalidade”. Um porta-voz da FIA disse ao jornal Bild: “A decisão (WADA) não proíbe a utilização das cores russas”.
Ninguém simplificou a questão melhor do que Mick Schumacher: “Só vejo as cores da equipa, e se estas são as cores, estou feliz com elas. Se fosse cor-de-rosa também guiava. Desde que o carro seja rápido, não me importo com a cor”.












