Não se avizinha fácil a resolução do caso do “Mercedes rosa”. A Renault já apresentou dois protestos, mas a Racing Point prometeu já apelar se a decisão apontar para ilegalidades.
O Modus Operandi da Racing Point em 2020 não agradou as equipa adversárias. A equipa sediada em Silverstone resolveu reproduzir o melhor carro de 2019, abandonando o conceito que estava a desenvolver até então. A premissa era simples… o carro de 2018 não era verdadeiramente compeititvo e a Racing Point tinha duas soluções: ou apostava no mesmo carro e tentava tirar algo mais , o que parecia estar destinado ao fracasso, ou tentava uma abordagem diferente. Com a chegada dos novos regulamentos havia pouco tempo para pensar em soluções inovadoras e a equipa resolveu tirar o máximo de fotografias do carro dos Mercedes para copiar a filosofia. Esta é a história oficial que já terá sido confirmada pela FIA que não viu qualquer ilegalidade na primeira análise.
Mas as restantes equipas não concordam , a Renault analisou o carro da RP e terá visto uma peça que poderá ser uma cópia integral que pode sugerir que a equipa recebeu os desenhos da Mercedes, como muitos desconfiam. A confirmar-se, torna-se numa situação grave que vai contra os regulamentos. A RP continua a defender a sua inocência e irá até ao fim, caso o veredito da FIA seja contra a equipa:
“Não acho que isso vá acontecer , mas se acontecer, vamos apelar”, disse Otma Szafnauer, diretor da Racing Point. “O nossos ductos dos travões são legais. Não violamos nenhuma regulamentação desportiva ou técnica sobre os ductos ou qualquer outra parte do carro. “
Szafnauer reiterou que a FIA está bem ciente do design do RP20, de como surgiu e que já consultou o órgão máximo do automobilismo.
“A única razão pela qual nos podemos sentir um pouco frustrados é provavelmente porque eu tenho todas as informações de como projetamos e desenvolvemos essa peça e o resto das pessoas não, porque não o revelamos aos comissários. Nós mostramos à FIA, e a FIA ficou satisfeita com o que tínhamos feito, que era legal; no entanto, não é assim que o sistema judicial funciona. São os comissários que têm o direito e o poder de governar, então agora precisamos informar os comissários e isso leva um pouco de tempo. Quando a FIA nos procurou para investigar como projetamos e desenvolvemos as peças, eles chegaram à fábrica, entrevistaram pessoas, analisaram todos os nossos desenhos, o processo de design e desenvolvimento, o que fizemos no túnel e com CFD e eles ficaram satisfeitos.”
“Com os comissários não podemos fazer isso, é necessário trazer os dados para eles e também explicar por meio de palavras e papel o que fizemos e leva um pouco mais de tempo. A única razão pela qual estou frustrado é que sei o que fizemos e por que é legal. E não foi uma brecha ou algo assim, é frustrante saber que o que fizemos é legal e eu tenho todas estas perguntas sobre o que acontece se perder o caso? Essa é a parte frustrante. “










