Luca di Montezemolo deixou a sua opinião sobre o estado atual da Ferrari e fez alguns reparos às decisões tomadas.
O ex- chefe da Scuderia não entende como Sebastian Vettel foi descartado tão cedo e acredita que este é um ponto que causa desequilíbrio na equipa:
“Os pilotos não são culpados”, ele disse ao Topspeedblog.it, “mas eu nunca teria descartado Vettel com tanta antecedência. Muita pressão foi colocada sobre o [Charles] Leclerc e é difícil envolver Vettel em conversas construtivas, já que ele está de partida”.
“Podemos sentir as paredes de Maranello tremer”, disse ele. “Estou muito preocupado porque não será fácil sair dessa situação também porque já devemos estar a trabalhar em 2022 quando tudo vai mudar.”
Montezemolo também acredita que Mattia Binotto está sobrecarregado e que tem muitas responsabilidades nos seus ombros, o que se torna contraproducente:
“Binotto, que é um jovem novato como diretor técnico, é responsável pela gestão desportiva, gestão dos pilotos, áreas técnicas e também te, de lidar com a política. Na minha época, construí uma equipa com os melhores dos melhores. Havia Jean Todt, Ross Brawn, Rory Byrne, Paolo Martinelli, Stefano Domenicali …”
“A Fórmula 1 é como o futebol internacional. Não se olha para os passaportes … para ganhar, é preciso procurar os melhores e depois fazer crescer os homens que estão lá dentro. Na Ferrari, os talentos desapareceram recentemente. Primeiro (James) Allison, depois (Lorenzo) Sassi, todos acabaram na Mercedes.”
“Em parte por ansiedade de vencer, em parte por inexperiência, foram cometidos erros. É errado pensar em fazer tudo com a prata da casa. A Fórmula 1 não é gerida como uma empresa de capital aberto ou como uma grande realidade industrial. ”












