Ferrari: Vermelhos de paixão | AutoSport
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
  • Clube Autosport
  • Auto+
  • Urbana
  • Hoteis de Campo
  • Properties
  • E-AUTO
  • Assinaturas
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
AutoSport

Ferrari: Vermelhos de paixão

José Luis Abreu by José Luis Abreu
18 Fevereiro, 2023
in Autosport Exclusivo, AutoSport Histórico, F1, FÓRMULA 1, pv2
A A
Ferrari: Vermelhos de paixão

Share on FacebookShare on Twitter

Franco Cortese escrevia em 1947 o primeiro parágrafo de um extensa enciclopédia de êxitos – a primeira vitória de um Ferrari numa corrida – o GP de Roma desse ano

O nome Ferrari diz tudo. Além de fabulosas peças da engenharia automóvel, os famosos carros saídos de Maranello são herdeiros de um incomparável passado de glórias, arrojo tecnológico e paixão. Essa mesma paixão que hoje faz da marca italiana um autêntico fenómeno de devoção, arrastando milhões de adeptos. Que outra marca automóvel poderia ser tema para um mega-parque temático nas improváveis paisagens de Abu Dhabi? Seja nas pistas, através da Scuderia Ferrari, seja nas estradas, com modelos que redefinem padrões de performance como o último e ultra-exclusivo Enzo, a Ferrari é um singular objeto de culto no mosaico da indústria automóvel mundial.

Esta epopeia iniciou-se no dia 25 de Maio de 1947, quando Franco Cortese venceu ao volante de um Ferrari 125 o GP de Roma, disputado no Circuito delle Terme di Caracalla. Foi há 73 anos, e a Ferrari trata esta efeméride com honras de evento maior na sua história.

Artigos relacionados

F1: Aston Martin vê luz ao fundo do túnel

4 Agosto, 2026

F1: Primeiros passos titubeantes da Cadillac

4 Agosto, 2026

A Ferrari foi um dos primeiros construtores a aceitar a aventura da Fórmula 1, em 1950. Seria a arqui-rival Alfa Romeo a dominar as duas primeiras épocas, antes de Alberto Ascari dar os primeiros títulos à Scuderia, em 1952 e 1953. Curiosamente, a relação de Ascari com a Ferrari não terminaria bem – Enzo escreveria sobre o piloto italiano quando este saiu para a Lancia: «Invejoso e arrogante: eis um piloto que simboliza a maior parte dos italianos que preferem ganhar para si, sem pensar na marca». Para Enzo, os valores Ferrari estavam acima de tudo. Teve nas suas fileiras alguns dos melhores pilotos de sempre – Ascari, Fangio, Surtees, Lauda, Gilles Villeneuve – mas a relação com a maior parte deles foi fria. A excepção talvez tenha sido Villeneuve, o homem com quem contava para recuperar o título mundial em 1982, e que classificou como um “ferrarista típico”.

Depois da morte de Enzo, a Scuderia teve de esperar até 1993 para encontrar um homem capaz de organizar os seus imensos recursos materiais e humanos. O francês Jean Todt tinha feito maravilhas na Peugeot, onde sob o seu comando foi construído um dos melhores Grupos B de sempre no Mundial de Ralis, o 205 Turbo 16, tendo depois guiado o construtor francês até à vitória em Le Mans.
Este era o homem a contratar. Depois de alguns anos a perceber como funcionava a Scuderia, Todt começou em 1996 as mudanças decisivas no passado recente da Ferrari na Fórmula 1. Contratando Michael schumacher, Ross Brawn e Rory Byrne, Todt dotou a equipa de alguns dos melhores elementos da Fórmula 1, ao mesmo tempo que acabava de vez com as lutas políticas que durante anos minaram os corredores de Maranello. O resultado foi um dos períodos mais dominantes de uma equipa no Mundial de F1, culminado em seis títulos consecutivos nos construtores e na definição de Michael Schumacher como o mais bem sucedido piloto de todos os tempos.
Hoje em dia, as coisas são bem diferentes, mas a Ferrari continua a ser um dos expoentes máximos da categoria, e como sempre ‘O’ expoente máximo da Fórmula 1.

Enzo, o criador
Enzo Ferrari é o homem por detrás da lenda. Nascido a 18 de Fevereiro de 1898, perto de Modena, viu o pai e o irmão (Dino) morrerem na Primeira Guerra Mundial, o que o forçou a abandonar a escola para tomar conta da empresa de fundição propriedade da família. O negócio ruiu e Enzo foi ele próprio recrutado para o exército italiano, de onde seria dispensado depois de adoecer gravemente.

Bastante mais interessado nas corridas do que em voltar à escola, o jovem Enzo muda-se para Milão e consegue um emprego na CMN (Costruzioni Maccaniche Nazionali) como piloto. A sua primeira corrida seria em 1919, ano em que também disputa a famosa Targa Florio.

A Itália industrial despertava então para o sector automóvel, facto a que não era alheia a paixão de Mussolini pelos veículos da Alfa Romeo. A década de 1920 viu nascer dezenas de pequenas marcas, criadas por jovens industriais, que dariam um enorme impulso ao sector competitivo.

Enzo Ferrari não foi excepção. Funda a Scuderia Ferrari em 1929, sob alçada da Alfa Romeo, o construtor que o contrataria em 1938 para liderar o seu departamento de competição. Dois anos depois, apercebendo-se da intenção da Alfa em controlar a Ferrari, Enzo abandona a casa-mãe e, por imposições contratuais, fica afastado das corridas durante vários anos. Durante um breve período, a Scuderia dá lugar à Auto Avio Costruzioni Ferrari, de onde saem peças para a aviação italiana, em preparação para a Segunda Guerra Mundial.

Em1943, o já “commendatore” Enzo muda a fábrica da Ferrari para Maranello, onde no ano seguinte um bombardeamento destrói as instalações. A reconstrução do espaço, em 1946, prevê a produção de carros de estrada que Enzo vende relutantemente para financiar a sua Scuderia.

Durante as décadas de 1950 e 1960, a Ferrari conquista vários títulos em pista, mas dispersa-se por dezenas de categorias diferentes, trazendo exigências financeiras incomportáveis. Valeu a Enzo outro decano da indústria automóvel – Gianni Agnelli, patrão da Fiat – que garantiu um patrocínio aos Ferrari de competição, ficando com toda a vertente produtiva da marca de Maranello.
Mas foi a competição que sempre dominou o espírito do “commendatore”. Quando faleceu, em 1988, a Ferrari tinha ganho mais de cinco mil corridas em todo o mundo, e um total de 25 títulos em palcos tão ilustres como a Fórmula 1, as 24 Horas de Le Mans, a Mille Miglia ou a Targa Florio.

O lendário “cavallino rampante”
Quase indissociável da Ferrari é o logótipo do “cavallino rampante” adoptado por Enzo Ferrari em honra do conde Francesco Baracca, famoso piloto de caça da Força Aérea italiana durante a Primeira Guerra Mundial. Baracca foi abatido em 1918 depois de 34 duelos vitoriosos, que o elevaram a herói nacional. Nos seus aviões, o jovem conde usava o símbolo do cavalo empinado. Reza a lenda que em Junho de 1923 Enzo Ferrari ganhou uma corrida na pista de Savio, em Ravenna, onde conheceu a condessa Paolina, mãe de Baracca. Esta sugeriu ao piloto que usasse o símbolo do filho nos seus carros, ao que Ferrari acedeu, acrescentando à imagem um fundo amarelo, a cor da terra-natal Modena.

Mas a imposição da Alfa Romeo só permitiu que Ferrari usasse o símbolo vários anos mais tarde, nas 24 Horas de Spa de 1932. Menos conhecido foi o uso do famoso cavalo empinado por outro ícone italiano: a Ducati. Fabio Taglioni tinha o logótipo nas suas motos em honra do pai, curiosamente um antigo companheiro do conde Baracca na Força Aérea italiana. A fama da Ferrari foi crescendo e a Ducati abandonou o símbolo, sendo possível que tenha havido um acordo secreto entre as duas marcas.

José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

Artigos relacionados

Destaque Homepage

F1: Aston Martin vê luz ao fundo do túnel

by Fábio Mendes
4 Agosto, 2026
Destaque Homepage

F1: Primeiros passos titubeantes da Cadillac

by Fábio Mendes
4 Agosto, 2026
Next Post
F1: Luta McLaren/Alpine ‘acirrada’ quando faltam duas corridas

F1: McLaren sem receio de perder Lando Norris

GP do Brasil F1 de 2008: Felipe Massa campeão durante 38,907s

Please login to join discussion
  • Últimas
  • Tendências
  • Comentários
WRC, Julien Ingrassia: “Vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos”

WRC, Julien Ingrassia: “Vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos”

4 Agosto, 2026
Stellantis vende serviço Free2Move

Stellantis vende serviço Free2Move

4 Agosto, 2026

F1: Aston Martin vê luz ao fundo do túnel

4 Agosto, 2026
WRC, Rally da Arábia Saudita: Kalle Rovanperä foi o mais rápido

WRC: Decisão sobre ronda da Arábia Saudita tomada até meados de setembro

4 Agosto, 2026
Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

164
GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

157

GP da Bélgica F1: Hamilton vence e fica a duas de Schumacher

153
GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

147

Sobre

Especialistas em automóveis, automobilismo e demais desportos motorizados há 48 anos.

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

António Félix da Costa Armindo Araújo Carlos Sainz Charles Leclerc Dakar Daniel Ricciardo F1 Fernando Alonso Ferrari FIA Fórmula 1 Fórmula E Lando Norris Lewis Hamilton Max Verstappen Mercedes Rali de Portugal Red Bull Sebastian Vettel Sébastien Loeb Sébastien Ogier WEC WRC

Grupo AutoSport

AutoSport
AutoMais
Clube Autosport

  • Purchase Now
  • Features
  • Demo
  • Support

© 2025 Autosport copyright

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Login
  • Sign Up
  • CLUBE AUTOSPORT
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • HISTÓRICO
  • AUTO+
  • ASSINATURAS

© 2025 Autosport copyright