Na corrida de Spielberg, no último fim-de-semana tivemos duas novidades deste Mundial de Fórmula 1: Não só a Mercedes não venceu, como também nem sequer lutou pela vitória. Com Lewis Hamilton penalizado e a sair de quarto, e Valtteri Bottas a sair de terceiro, o finlandês nada ganhou face À posição de partida e o inglês perdeu um lugar. Mas o que terá acontecido?
Apesar de ter havido melhorias aos carros de Ferrari e Red Bull, é improvável que este fenómeno se explique apenas pelas melhorias dos carros dos adversários. O que sucedeu foi uma ‘tempestade perfeita de conjugação de calor e altitude que prejudicou os Mercedes.
O Red Bull Ring localiza-se a 660 metros acima do nível do mar. Nesta altitude já existe menos poder de arrefecimento do motor (pois existe menos oxigénio), e juntando isso ao calor que se fez sentir (34º a 36º), o resultado foi pior ainda.
Também a forma da pista contribuiu, já que esta é formada por retas curtas, que obrigam a um esforço maior do motor.
A Mercedes lutou muito com o sistema de arrefecimento, sendo que este também prejudica a aerodinâmica. Por isso a Mercedes decidiu, ao contrário de Red Bull e Ferrari, ‘carregar’ mais a aerodinâmica. Assim, os pilotos da Mercedes, tiveram que rodar à ‘defesa’ na Áustria, tal como referiu Valtteri Bottas.
“A temperatura do motor podia subir demasiado, então tínhamos de estar sempre a vigiar. Assim defender é difícil, e atacar também”, disse o finlandês.
Será que em pistas com as mesmas dificuldades – como na Hungria e México – a Mercedes sentirá as mesmas dificuldades?









