É muito interessante ter assistido ’via’ redes sociais ao que se pode chamar de depressão coletiva depois do aborrecido GP de França de F1, numa situação completamente antagónica ao que se passou no passado fim de semana na Áustria, em que a euforia dos adeptos voltou. Nem a F1 é tão má quanto a quiseram ‘pintar’ após Paul Ricard, como, infelizmente, nem sempre consegue ser tão boa como foi no Red Bull Ring. E o mais engraçado da questão é que os principais ingredientes são exatamente os mesmos, simplesmente, de vez em quando somos brindados com boas corridas, outras nem tanto.
No passado fim de semana a Fórmula 1 deu-nos o antídoto perfeito para as corridas aborrecidas e Comissários de corrida demasiado rígidos com um Grande Prémio da Áustria bem emocionante.
Se o fim-de-semana passado em Le Castellet foi um aborrecimento pegado, Spielberg deu-nos exatamente o contrário. “O que a corrida nos mostra é que não podes olhar para um fim-de-semana e queixares-te, porque isso é o que tem acontecido. Um fim-de-semana é mais aborrecido e é tipo: “Oh, a corrida é aborrecida”. Depois têm um fim-de-semana mais mexido e já dizem “Ah, a corrida é excitante”, a próxima já é aborrecida outra vez. Decidam-se e acalmem-se” disse Lewis Hamilton aos jornalistas após o GP da Áustria.
A Fórmula 1 sempre teve corridas aborrecidas, e corridas emocionantes. O caso da corrida na Áustria encaixa-se na última categoria, e apesar de muita controvérsia e debate sobre as regras – especialmente após o GP do Canadá – o melhor é mesmo deixar os pilotos lutarem, tal como disse Mattia Binotto. “Como dizemos muitas vezes, devemos deixar os pilotos batalharem-se entre eles. Podemos não estar felizes com a decisão [caso Verstappen/Leclerc] mas de alguma forma percebemos, e temos que seguir em frente”, disse o chefe da Ferrari.









