A Citroën teve uma desagradável surpresa no Rali da Córsega ao perceber que o seu carro, que desde o seu nascimento em 2017 sempre foi competitivo no asfalto, foi ultrapassado em termos competitivos pelos seus adversários, com Sébastien Ogier, um piloto acima de qualquer ‘suspeita’ no Rali da Córsega a ter sérias dificuldades em acompanhar o ritmo da frente da prova.
O facto que melhor consubstancia estas dificuldades observa-se facilmente olhando para a lista de vencedores de especiais, e aí todos venceram menos a Citroën. Problemas com a falta de aderência foram constantes, e as mudanças operadas por vezes melhoravam o carro, mas bastava uma mudança de tipo de piso para que tudo se alterasse de novo: “Não esperávamos esta falta de velocidade, mas lutámos e penso que podemos ficar contentes com o resultado que alcançámos. Testámos muitas configurações diferentes para tentar localizar o problema mas apesar de não podermos dizer que encontrámos a solução, estes três dias foram muito importantes em termos do conhecimento que agora temos do carro em asfalto, mas apesar de termos mudado muitas coisas não conseguimos livrar-nos da subviragem”, disse Ogier.
Parte da explicação reside no facto dos testes para a prova não terem sido feitos em todos os tipos de estrada de um rali que mudou muito face aos anos anteriores (cerca de 65%) e sem conhecerem as estradas, só nos reconhecimentos depararam com essa realidade, trabalharam num sentido, enquanto as estradas eram bem mais variadas. Por aqui se percebe a importância dos testes e das escolhas dos traçados, pois com o WRC mais equilibrado do que nunca, qualquer pormenor faz muita diferença.










