Todos acreditávamos que o WRC precisava de um novo rumo, mas poucos esperávamos que as mudanças nos carros de 2017 fossem produzir estes resultados. Ter as quatro equipas a lutar todas pela vitória é o sonho para qualquer promotor, apesar de muitos acreditarem que tal só está a acontecer devido à retirada da Volkswagen. A situação atual é boa para os promotores, boa para os adeptos e boa para o desporto, mas e o pensam as equipas? Falamos com a Citroën, Hyundai e M-Sport para saber a sua opinião sobre 2017, que avisamos já, são muito parecidas…
Primeiro perguntámos se os carros deste ano são mais caros que os anteriores. As três equipas disseram o mesmo. A única área onde aumentaram os custos foi nas peças em fibra de carbono, destinadas ao apoio aerodinâmico. Estas peças, porque são muito frágeis, partem-se com facilidade o que aumenta os custos nos ralis mais duros. Mas para já, existe um bom compromisso entre a performance e os custos.
Falámos depois da parte mecânica do carro. A reação geral é que logo desde o início os carros se mostraram rápidos e fiáveis. Nenhuma nova tecnologia foi utilizada. As suspensões têm sido o mais trabalhado, uma vez que não existem problemas de fiabilidade, mas é no diferencial que as mais se vão dedicar, uma vez que agora faz parte dos novos WRC ao contrário dos últimos sete anos.
Finalmente perguntamos se o aspeto dos novos carros ajudou na promoção do desporto. Quer quem vê na TV quer quem vê ao vivo tem elogiado os novos carros, mas ainda existe muito trabalho a ser feito pelo promotor. Todos concordaram que três dos carros eram muito bonitos. Pobre Yaris…. Existe um sentimento de satisfação nos parques de assistência ao contrário do que aconteceu no início dos anos 80.
Martin Holmes











