O WTCC poderá mudar completamente o seu regulamento técnico, mais provavelmente em 2019 mas possivelmente até um ano antes, dependendo do interesse das marcas. Mas o mais interessante é que o Mundial de Carros de Turismo poderá substituir os atuais TC1 pelos regulamentos Classe One. François Ribeiro, responsável méximo do campeonato, já apresentou a proposta aos construtores e à FIA.
A Class One foi desenvolvida em conjunto pela ITR, organizadora do DTM, e pela GT-A, organizadora do Super GT (a Grand-Am esteve envolvida mas desinteressou-se), com o objetivo de unificar os regulamentos dos dois campeonatos e permitir ao mesmo tipo de carros correr em vários pontos do mundo. No entanto, ambos os campeonatos têm atrasado constantemente à implantação total do regulamento conjunto, mantendo os carros atuais, que têm pontos em comum.
A ideia é usar carros com uma monocoque e célula de segurança idênticas para todos os carros, maior número de componentes partilhados, baixo peso, aerodinâmica controlada e motores 2.0 turbo com cerca de 600 cv. Dos construtores envolvidos atualmente (Citroën, Volvo, Lada e Honda), apenas a marca japonesa tem um carro mais ou menos pronto para o regulamento, mas é um GT e não um carro de turismo. A Honda não confirmou a sua manutenção no WTCC após 2017.
Uma das razões que motivou a criação da Class One é o desejo da BMW vender carros a privados, algo que não existe no DTM. Se a Class One fosse introduzida no DTM, com a existência do Troféu de Independentes, a marca alemã poderia fornecer carros a outras equipas.











