A Mercedes está a tentar perceber a razão desta última falha no motor do Mercedes W07 de Lewis Hamilton, mas de acordo com o que sabe até aqui não existe relação entre cada uma delas. Com o problema de Sepang, o inglês passou do que poderia ser – era quase certo – o seu regresso ao comando do campeonato para um atraso de 23 pontos, que não sendo irrecuperáveis obriga o inglês, praticamente, a vencer todos os Grandes Prémios: “Foram todas falhas diferentes, e falhas tanto na cadeira de alimentação, problemas com materiais, problemas de montagem, ou simplesmente um problema no design da peça ou fatiga do material e tudo aconteceu abaixo da quilometragem que supostamente o motor aguenta” disse Toto Wollf ao Motorsport.
A corrida de Sepang foi o último incidente de vários que Hamilton já teve este ano, por exemplo o problema com a MGU-H que lhe prejudicou as corridas da China e Rússia, que mais tarde acabaram por ter impacto na Bélgica, onde foi feita a troca de unidades motrizes e com isso veio a consequente penalização que obrigou Hamilton a sair do último lugar da grelha.
Em Sepang, o motor explodiu numa altura em que o inglês puxava por ele, devido à aproximação dos pilotos da Red Bull: “Ele rodava a fundo, e precisava de uma margem de 23 segundos para poder ir às boxes” e ficar descansado com os pneus, acrescentamos nós. Para além disso, a Red Bull poderia deixar um dos seus carros em pista e diversificar a sua estratégia, algo que a Mercedes não poderia, logicamente, fazer, e ao fazê-lo colocavam pressão em Hamilton, pois com os pneus a durarem muito fruto do novo asfalto de Sepang, o carro que ficasse em pista poderia perfeitamente aguentar-se na frente ou no mínimo rodar muito junto de Hamilton, pois neste caso dependeria do tempo que Hamilton ganhasse, ou não, até lá.
Quanto à falha do motor e às suas consequências no campeonato, Wolff diz o óbvio: “É um desporto de mecânica, e estas coisas acontecem. Recordo-me que em 2014 o Nico teve um problema de motor na corrida decisiva em Abu Dhabi, e agora ‘toca’ ao Lewis. Não penso que isso coloque uma nuvem negra no campeonato, claro que as pessoas vão dizer que o Rosberg teve sorte, mas a verdade é que ele tem feito grandes exibições. De qualquer forma, faltam cinco corridas. Deixemos-los lutar em pista, espero que sem mais problemas de fiabilidade. Vamos ver o que acontece”











